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Cid, Augusta e mais cinco deixam a CPMI do INSS
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João Paulo Biage é jornalista há 13 anos e especialista em Comunicação Pública. De Brasília, acompanha, todos os dias, os passos dos parlamentares no Congresso Nacional e a movimentação no Palácio do Planalto, local de trabalho do presidente. É repórter e comentarista do programa O POVO News e colunista do O POVO Mais

Cid, Augusta e mais cinco deixam a CPMI do INSS

Decisão do governo de mudar integrantes afetou diretamente a senadora. Cid pediu para deixar o colegiado. Além deles, outros cinco governistas foram substituídos
Cearenses deixaram a titularidade do bloco governista na CPMI (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado - Montagem O POVO)
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado - Montagem O POVO Cearenses deixaram a titularidade do bloco governista na CPMI

A derrota na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos indevidos em pensões e aposentadorias do INSS, fez o governo mudar integrantes. A estratégia é aumentar a presença de nomes governistas no colegiado após a derrota na composição da mesa diretora da CPMI. A alteração é para aumentar a presença do PT e colocar mais parlamentares ‘combativos’ para fazer frente à oposição, que quer emparedar o governo Lula.

Augusta Brito (PT) foi substituída por Humberto Costa (PT). Ele é considerado pelo partido como mais brigão que ela e, por isso, a mudança ocorreu. Já Cid Gomes pediu para deixar o colegiado. A leitura é que a derrota na votação para presidente da CPMI foi um desleixo da liderança do governo e, agora, o PT que se mexa para defender o presidente Lula.

Outros senadores experientes como Renan Calheiros, Eliziane Gama, Eduardo Braga e Omar Aziz também vão deixar a comissão. O motivo é o mesmo: o PT terá que capitanear o combate à oposição para que não haja respingos nos outros partidos da base. As entradas de Paulo Paim e Teresa Leitão fazem com que o PT tenha o maior número de parlamentares na CPMI do INSS - saiu de 5 para 7.

O PDT mantém os dois indicados. Como Carlos Lupi era o titular do Ministério da Previdência, o partido vai se dedicar aos trabalhos da CPMI para apontar que o presidente da sigla não teve nada a ver com os desvios.

Oposição também se mexe

A oposição também fez substituições no colegiado. Deixaram a CPMI Plínio Valério, Júlio Arcoverde e Silas Câmara. Para os lugares deles entraram Styvenson Valentim, delegado Fábio Costa e Paulinho da Força. A ideia é aumentar o que eles chamam de ‘tropa de choque’ e tentar aprovar a convocação de Frei Chico - irmão de Lula e presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).

Mudanças surtem efeito

No primeiro dia de oitivas, a comissão ouviu Patrícia Bettin Chaves, que é defensora pública e responsável pela Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU). Antes do depoimento, a oposição tentou mudar o procedimento que foi feito em acordo partidário, mas não conseguiu. Só depois que os governistas quiseram a mudança é que a oitiva mudou.

Durante o interrogatório, ela foi questionada sobre o que a DPU fez para impedir os descontos, e chegou a ser questionada de forma veemente pela oposição, mas o governo conseguiu fazer uma boa defesa. Pelas minhas contas, o governo agora conta com 17 das 30 cadeiras da CPMI. A margem dá mais tranquilidade para Randolfe Rodrigues, líder do Governo no Congresso e grande responsável pela derrota na instalação.

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