João Paulo Biage é jornalista há 13 anos e especialista em Comunicação Pública. De Brasília, acompanha, todos os dias, os passos dos parlamentares no Congresso Nacional e a movimentação no Palácio do Planalto, local de trabalho do presidente. É repórter e comentarista do programa O POVO News e colunista do O POVO Mais
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Previdência Social, INSS
Com o retorno dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que trata dos descontos irregulares do INSS, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, tornaram-se alvos do colegiado. O movimento da base do governo e da oposição é muito mais político do que prático, já que não há provas do envolvimento dos dois nas fraudes.
Em resposta a mais uma movimentação para conseguir um depoimento do filho de Lula, o governo continua a descartar qualquer envolvimento de Lulinha nos descontos. Ele é acusado de receber uma mesada de 300 mil reais de Antônio Carlos Camilo Antunes, Careca do INSS. Para o governo, as afirmações são mentirosas.
“Existem relatórios que afastam qualquer tipo de vínculo do filho do presidente com qualquer questão que envolva as fraudes. Com essa narrativa, a oposição tenta criar um cenário que não existe, para desviar o foco do centro da investigação”, criticou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Do outro lado, a oposição fala sobre o possível envolvimento de Flávio Bolsonaro. Segundo a acusação que embasa o requerimento da base governista, existe relação entre Letícia Caetano dos Reis, advogada e sócia do senador, com o esquema fraudulento. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) rebate, e fala em levar o filho de Bolsonaro à CPMI para fazer um palanque eleitoral.
“Isso é tão ridículo que acho que o próprio Flávio Bolsonaro vai pedir para vir à comissão. Não existem sindicatos, associações, que sempre tiveram suas ligações com a esquerda que dariam algum tipo de benefício a Flávio. Acho que seria ótimo ele vir, porque assim já faríamos um grande palanque eleitoral aqui”, afirmou o líder do PL.
A Veja noticiou que a Polícia Federal descarta a relação entre Lulinha e o Careca do INSS. Não há qualquer citação a Flávio Bolsonaro nas investigações da PF.
Por Maria Luiza Santos
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