João Paulo Biage é jornalista há 13 anos e especialista em Comunicação Pública. De Brasília, acompanha, todos os dias, os passos dos parlamentares no Congresso Nacional e a movimentação no Palácio do Planalto, local de trabalho do presidente. É repórter e comentarista do programa O POVO News e colunista do O POVO Mais
Toffoli nega relação com Vorcaro, ignora crise e toma nova decisão sobre o caso
Em nota, o ministro negou ter amizade com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No processo, ele ordenou que a Polícia Federal envie todos os dados de celulares apreendidos
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO
Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, se viu ainda mais afundado no caso Master ao ser citado em conversas, retiradas do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. Nos diálogos, pagamentos que eram feitos por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e principal operador dos esquemas fraudulentos do Banco Master. Ele, porém, negou ter tido qualquer relação com os dois.
“O ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, diz a nota enviada pelo gabinete de Toffoli no STF.
Dias Toffoli, porém, confessou que a Maridt, empresa da família dele, recebeu valores referentes à venda do resort Tayaya — negociada com Zettel por meio do fundo Arllen. “Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, aponta o documento.
Após a distribuição da nota, Dias Toffoli ignorou totalmente a crise gerada pelo vazamento da Polícia Federal e seguiu agindo como relator. Em nova decisão, Toffoli ordenou que a PF envie ao gabinete dele todos os dados obtidos de celulares apreendidos pela operação Compliance Zero. No meio dessas conversas está a citação ao ministro.
A direção-geral da PF deseja enviar todos os dados ao STF, mas não a Toffoli, como ordenado pelo ministro, mas sim a Edson Fachin, presidente da Suprema Corte.
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