Jocélio Leal
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Redator do blog e coluna homônimos, diretor de Jornalismo da Rádio O POVO/CBN e CBN Cariri, âncora do programa O POVO no Rádio e editor-geral do Anuário do Ceará

NOTÍCIA

Fortaleza registra mais mortes do que nascimentos pelo 2º mês consecutivo

Pelo segundo mês consecutivo e o quarto desde o início da pandemia da Covid-19, Fortaleza alcança uma mórbida marca. Tem mais óbitos do que nascimentos. Neste mês de abril, até sexta-feira (30), houve 3.108 óbitos e 2.655 nascimentos feitos em Cartórios de Registro Civil. Em março, também foi assim. Houve 3.421 óbitos e 2.473 nascimentos
FORTALEZA, CE, BRASIL, 19-04-.2021: Movimento de pessoas e ambulância na frente do Hospital Estadual Leonardo ds Vinci COVID-19, pandemia de coranavírus.  ( Foto: Júlio Caesar/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 19-04-.2021: Movimento de pessoas e ambulância na frente do Hospital Estadual Leonardo ds Vinci COVID-19, pandemia de coranavírus. ( Foto: Júlio Caesar/O POVO)

Fortaleza - Pelo segundo mês consecutivo e o quarto desde o início da pandemia da Covid-19, Fortaleza alcança uma mórbida marca. Tem mais óbitos do que nascimentos. Neste mês de abril, até sexta-feira (30), houve 3.108 mortes e 2.655 nascimentos feitos em Cartórios de Registro Civil. Em março, também foi assim. Houve 3.421 óbitos e 2.473 nascimentos. 

Os dados são preliminares, pois os registros de abril ainda podem ser lançados. Estas informações estão no Portal da Transparência do Registro Civil.

A base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Isto é cruzado com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

"A possibilidade do Portal dos Cartórios de Registro Civil fornecer estatísticas em tempo real permite que tenhamos uma dimensão exata do que está acontecendo em nosso País e que possam ser tomadas as ações pelo Poder Público, principalmente nos locais onde a pandemia se mostra mais grave no momento", disse em nota o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.

A queda na diferença entre nascimentos e óbitos em Fortaleza vinha ocorrendo de forma gradual ao longo dos anos, mas a pandemia fez disparar.

Em abril e maio de 2020, a Capital já havia registrado mais óbitos do que nascimentos, com respectivos 116 e 2.358. Com o agravamento da pandemia, o fenômeno voltou a se repetir este ano, com março registrando 948 falecidos a mais do que nascidos vivos, número que caiu para 453 em abril.

Brasil

No País, o Sudeste, com cerca de 85 milhões de habitantes tem até esta sexta-feira (30) 81.525 óbitos e 76.508 nascimentos. A realidade que se repete em dois dos quatro Estados que compõe a região: São Paulo e Rio de Janeiro. São Paulo registrou também o primeiro mês com maior número de mortes do que de nascidos em seu território desde o início da série histórica.

Fundada em setembro de 1993, a Arpen-Brasil representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o País, que atendem a população em todos os estados brasileiros, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.

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