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Redator do blog e coluna homônimos, diretor de Jornalismo da Rádio O POVO/CBN e CBN Cariri, âncora do programa O POVO no Rádio e editor-geral do Anuário do Ceará

Planos de saúde: sem aumento ou mais baratos em 2021

Daqui a uma semana a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve bater bater o martelo quanto ao índice de reajuste dos planos de saúde individuais. A expectativa do mercado é de aumento zero. Há algum consenso quanto à dificuldade em obter algum percentual da ANS. Trabalham para pelo menos não haver redução. Enquanto isso, devem compensar com aumento nos planos coletivos
Tipo Análise
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23.03.2021: Hospital Hapvida na Av. Aguanambi (Foto: Thais Mesquita/OPOVO) (Foto: Thais Mesquita)
Foto: Thais Mesquita FORTALEZA, CE, BRASIL, 23.03.2021: Hospital Hapvida na Av. Aguanambi (Foto: Thais Mesquita/OPOVO)

Fortaleza - Daqui a uma semana a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve bater o martelo quanto ao índice de reajuste dos planos de saúde individuais. A expectativa do mercado é de aumento zero. Há algum consenso quanto à dificuldade em obter algum percentual da ANS. Trabalham para pelo menos não haver redução. Enquanto isso, devem compensar com aumento nos planos coletivos.

"Vai ser muito difícil politicamente as operadoras conseguirem algum reajuste para o individual esse ano. Se conseguir ser nulo já vai ser ponto positivo", disse um executivo de uma grande operadora.

Mas o problema vai ser a queda de braço no corporativo, pois operadoras vão querer compensar a ausência de reajuste do individual. Sim, tentarão. As empresas sentem muito a dor na segunda onda. Há mais pacientes jovens e com maior tempo de internação, o que implica custo muito maior.

Em 2021, as operadoras já não têm fôlego por conta da queda em procedimentos eletivos do ano passado. Ao mesmo tempo, emergiram os custos com a Covid-19.

Um outro executivo deu de ombros: "Os hospitais que trabalham para operadoras seguem gerando custos. Passou na porta do hospital e deu três espirros é internado". Ele se refere às operadoras cuja rede não é verticalizada (própria) e, assim, não há como monitorar mais amiúde os custos. Estes hospitais deverão propor reajustes em seus contratos.

Em tempo: nesta quarta-feira (12), Hapvida divulga resultado do primeiro trimestre. A sinistralidade vai mostrar como se comportou essa tendência de Covid-19 mais o peso dos serviços eletivos nas operadoras. Nesta segunda-feira (11) saem balanços de a Intermédica e Sulamérica.

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