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Redator do blog e coluna homônimos, diretor de Jornalismo da Rádio O POVO/CBN e CBN Cariri, âncora do programa O POVO no Rádio e editor-geral do Anuário do Ceará

Transporte público coletivo – o melhor investimento para a cidade

No dia em que se inicia a COP 26, na Escócia, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), Dimas Barreira, pondera que os ônibus são mais seguros e reduzem 12 vezes as emissões de CO2 se comparado com carros; ele também alerta que o sistema é injusto com quem mais precisa. Leia o artigo a seguir:
Tipo Opinião
Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus (Foto: MAURI MELO/O POVO)
Foto: MAURI MELO/O POVO Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus

Fortaleza - Imagine uma grande cidade sem ônibus. 50 pessoas ocupam 36m2 de via pública num ônibus ou 400m2 em carros de passeio, segundo o Global Street Design Guide (2016). Fica fácil imaginar a imobilidade e o caos. Nem um viaduto em cada esquina destrava a cidade, que fica insuportável, insalubre e improdutiva.

As pessoas que dependem do transporte público ficam excluídas e os demais também sofrem com a inviabilidade dos serviços que utiliza e com a paralisia na economia, que dependem da mobilidade. O número de acidentes de trânsito explode e a poluição bate recordes. Sim, ônibus é muito mais seguro e reduz 12 vezes as emissões de CO2 se comparado com carros, fora o impacto quase incalculável da paralisia no trânsito.

Parece fácil perceber que compensa muito investir na viabilidade do transporte público coletivo e na melhoria da sua qualidade para atrair mais pessoas.

Quem que usa o transporte coletivo ajuda a cidade e deveria ser bonificado por isso, como já fazem praticamente todos os países mais desenvolvidos. No Brasil se faz o contrário. Quem paga pelo serviço arca com todos os seus custos e mais as políticas sociais sem fonte de custeio. Isso mesmo, quem pega ônibus para procurar emprego, por exemplo, paga por todo o serviço mais benefícios de outras pessoas como gratuidades, integrações gratuitas, tarifa única para longas distâncias, preços rebaixados para determinados grupos, etc.

Essa situação já ultrapassava o limite e com a pandemia instalou-se a inviabilidade financeira do serviço de transporte coletivo. Isso não pode ficar assim, pois sua paralisia é iminente e gera exclusão, desemprego e inviabiliza a retomada econômica, tão necessária e urgente.

Por tudo isso, reitero sempre que o transporte público coletivo é o melhor investimento para a cidade!
E neste momento eu acrescento que é também urgente para evitar o terrível cenário de caos imaginado no início deste artigo.

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