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Colunista e editor-chefe dos núcleos de Economia e Negócios do O POVO. Também é âncora da rádio O POVO-CBN e apresenta flashes na rádio CBN Cariri e em breve na rádio CBN Teresina. É o editor-geral do Anuário do Ceará e do Guia de Investimentos de São Paulo

JocelioLeal • Opinião

Incentivos não-fiscais do Ceará

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O Governo do Estado está investindo em um modelo para estimular novos negócios baseado em sete setores: Logística, energias renováveis, TIC (informática), agropecuária, indústria da moda, saúde e turismo. A lógica é a da aglomeração de empresas do ramo em uma mesma região. Em linhas gerais, o conceito é de clusters, uma palavra recorrente nas políticas públicas desde os anos 1990.

Os sete setores não foram escolhidos de modo empírico. A partir de resultado de consultoria do Banco Mundial e trabalhados pela equipe do Ceará 2050, definiu-se. Há três focos: aumento das riquezas, distribuição de renda e menos disparidades regionais. O começo será em janeiro pela Região Metropolitana de Fortaleza, Cariri, Sobral, Vale do Jaguaribe e Sertão Central.

A gênese do trabalho uniu as secretarias do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) e da Ciência e Tecnologia (Secitece), mas hoje agrupa uma série de instituições. No rol, órgãos públicos, da academia e do Sistema S. À mesa já há cerca de quatro meses estão a Fiec-Senai, Fecomércio-Senac,Sebrae e a Finep, do Governo Federal. Além da UFC e do IFCE, dentre outros. O secretário-executivo da Sedet para Comércio, Serviço e Inovação (indústria, agronegócio, trabalho e empreendedorismo), Júlio Cavalcante, resume como um plano para regionalizar o desenvolvimento. Cada uma das regiões do Ceará será avaliada sobre quais setores têm mais força. "Não só economicamente, mas também em capital humano. Se juntar os dois, tem potencial maior", diz Júlio, um dos integrantes do time do secretário Maia Júnior desde a Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), no primeiro Governo Camilo.

Exemplo: em Sobral, na Zona Norte, havendo maior massa crítica para energia fotovoltaica, haveria mais investimento no setor. Seja por meio da concessão de mais bolsas para pesquisa na área, seja no estímulo a startups interessadas em buscar soluções. Tais startups iriam atuar não apenas na região, mas em qualquer lugar do País ou do mundo. Contudo, a partir de lá. O peso de cada setor será medido com base em uma cesta de indicadores, como a participação do setor no PIB da região, o crescimento do setor nos últimos anos, as rendas médias, a quantidade e o perfil dos empregos gerados.

ESTRATÉGIA

Datacenter com contrapartida

Em vez de inventar rodas, comprá-las. Hoje esta é a visão no Governo do Ceará mirando no menor custo e no possível impacto positivo para a formação de pessoal no Estado. A Etice, a empresa de Tecnologia da Informação do Ceará, virou uma integradora de nuvens. Ela credencia empresas do ramo. Aposta em mais agilidade e segurança também. Como o Ceará mira no potencial dos cabos de fibra óptica, considera uma boa ideia para reforçar a atração de grandes empresas. Para atender ao cliente Governo, têm de fazer investimentos como contrapartida. Ou fazer os seus próprios datacenters ou contratar aqui. Outra: treinar pessoal no Ceará e acelerar startups locais. O credenciamento pela Etice é similar ao que se faz em passagens aéreas. Credencia empresas e quando precisa, faz leilão reverso. Joga a demanda e as empresas lançam as propostas. Grandes players compõem, como Oracle, Amazon e IBM.

OBSTETRÍCIA

Nasce um novo desenho

A Unimed Fortaleza descredenciou o serviço de obstetrícia do Hospital São Camilo. Já o Hospital Gênesis passou a prestar atendimento eletivo de obstetrícia para clientes de alguns planos da operadora. Para Para atendimento eletivo e urgência e emergência obstetrícia, a decisão foi destinar ao Hospital Regional Unimed.

GRÁTIS

Scott Taylor no Empreender

A palestra magna da 13ª edição do Seminário Empreender será com Scott Taylor, presidente e diretor executivo do The Monroe Institute (EUA) e professor do South Central College - Small Business Management. Na sexta-feira, às 13h40min. O tema: "Gestão dos Micro e Pequenos Negócios com visão de Mercado; Desenvolvendo Competências; O Novo Empreendedor; Ferramentas para Trabalhar com Clientes e Fornecedores; 18 Lições para a Gestão de Pequenos Negócios, segundo modelos aplicados nos EUA". O conteúdo de Scott Taylor terá comentários do professor e consultor internacional Rogério Magalhães. Para este momento, haverá interpretação simultânea. O evento será no Centro de Negócios do Sebrae, nos dias 18 e 19 de outubro. Inscrições gratuitas em seminarioempreender.com.br

RESSARCIMENTO

Fez o plano e foi ao SUS

Está na regra: as operadoras de planos de saúde precisam ressarcir o contribuinte quando um usuário utiliza os serviços do SUS, e não da empresa. Contudo, o assunto é sempre polêmico. As operadoras dão muito trabalho para pagar. Questionam. Há hoje mais de 120 mil identificações por ABI (Aviso de Beneficiário Identificado). A ANS, a agência reguladora responsável, calcula este ano ter batido um recorde: 90,3 mil análises mensais. Em 2018, foram repassados ao SUS R$ 783,3 milhões. Em 2019 (até junho), R$ 522,31 milhões. Os valores cobrados e não pagos pelas operadoras são encaminhados para inscrição em Dívida Ativa.

BOEING

Fissura não é rachadura

Boeing 737 NG
Boeing 737 NG

A Coluna de sexta-feira diz que o Boeing 737 NG, cujas operações foram suspensas ontem pela FAA - o órgão de segurança aérea dos EUA - tinha apresentado casos de rachaduras entre as asas e a fuselagem. A Gol, dona de 11 deles, enviou uma correção: não eram "rachaduras", mas "fissuras". "Rachaduras referem-se a aberturas profundas e acentuadas, enquanto fissuras são aberturas estreitas e superficiais".

Horizontais

Smart - Na próxima terça-feira, a J Simões Engenharia irá lançar o seu segundo empreendimento da linha J. Smart, o J Smart José Vilar.

Aço - A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) obteve o bicampeonato regional Norte/Nordeste do Prêmio Aberje 2019, concedido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

Ventilador no 3 - Braço do grupo espanhol Taurus, a Mallory declara crescimento de 27% no primeiro semestre de 2019 ante mesmo período do ano passado. Com sede em Maranguape, é a 6ª maior em vendas de eletroportáteis e a 4ª maior em vendas de ventiladores (Fonte: GFK jan-out/18).

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