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Checo solta o verbo: "Ser companheiro de Max na RBR é o pior trabalho que existe na F1"
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Coordenadora de política do O POVO. Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e amante de carros em alta velocidades em pistas

Checo solta o verbo: "Ser companheiro de Max na RBR é o pior trabalho que existe na F1"

Longe da Red Bull, o mexicano confirmou que a equipe dá preferência por Max Verstappen
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Sergio Perez saiu da Red Bull após desempenho ruim e irá correr pela Cadillac este ano  (Foto: Giuseppe CACACE / AFP)
Foto: Giuseppe CACACE / AFP Sergio Perez saiu da Red Bull após desempenho ruim e irá correr pela Cadillac este ano

Fins de relacionamento quase nunca são tranquilos, por mais que se tente amenizar. Para Sergio Pérez, a experiência de finalizar o ciclo soou quase como uma libertação. Com um assento garantido na Fórmula 1 e compondo o projeto da Cadillac na categoria, ele resolveu abrir o jogo e revisitou a experiência com a ex, a Red Bull.

Já era claro que Max Verstappen é a prioridade da Red Bull, mas Pérez deu uma visão mais profunda do fato. Ao abordar o tema em entrevista à podcaster Oso Trava, ele corroborou as críticas de antigos companheiros de Verstappen na Red Bull de que o carro é construído pensando no estilo de pilotagem e nas preferências do holandês.

“Era uma equipe complicada. Ser companheiro de Max já é difícil, mas ser companheiro de Max na Red Bull é o pior trabalho que existe na F1”, disse, após afirmar que a equipe tinha condições de dominar a categoria por uns 10 anos, “mas isso acabou”.

O assento mais difícil

“Todos se esqueceram do quão difícil é estar esse assento. Eu sabia o que me aguardava. Quando eu cheguei na Red Bull e correr contra um dos melhores pilotos”, disse. E seguiu: “O projeto era feito para Max. Na primeira vez que sentei com Christian (Horner, ex-chefe da equipe) ele disse: "Olha, vamos correr com dois carros porque é obrigatório. Mas esse projeto foi criado para Max. Max é nosso talento".

Isso já era meio óbvio. E, então, ao ser perguntado se não seria tentador o sabor da vitória, Pérez traz uma experiência que, talvez, antes, ficava no limiar do preenchimento de lacunas, no campo do subentendido. Ser mais rápido que Verstappen era um problema e a equipe fez, ou faz, mudanças para que isso não aconteça.

O carro que fica mais lento

O mexicano conta que, em 2022, ainda no simulador, ficou mais rápido que o então companheiro de equipe. A dinâmica foi descrita por ele como um “erro”. “(O carro) Ele não era tão ao estilo de Max, e, em 2022, eu comecei a disputar o campeonato com ele, até que chegaram melhorias. Havia direções muito claras para seguir, e foi quando eu comecei a ter problemas”.

Com as atualizações, Pérez comentou que começou a se preocupar com as curvas e ficava pensando em não bater. “Em 2023 foi o mesmo, tínhamos um carro mais estável para os dois pilotos”. Ele, então, lembra os resultados daquele ano: nas quatro primeiras corridas, ele e Verstappen se alternaram no lugar mais alto do pódio. Na quinta, o holandês venceu, com Pérez em segundo. Em Mônaco, Verstappen venceu, mas Pérez foi 16°. “Quando chegamos a Barcelona (sétima etapa), eu já era 1s mais lento por volta. Eu não estava mais controlando o carro. Toda essa pressão era muito dura. E se culpava o piloto, que não estava focado, porque estava fazendo comerciais ou outras coisas”.

E, de fato, naturalmente, já seria um desafio ser companheiro de equipe de Verstappen. Estilo agressivo e uma forma diferente de ler as situações na pista, a isso se soma uma equipe que orbita ao redor dele. E com razão, como os resultados mostram. Mas, talvez, a fala de Pérez abra um novo olhar, e dúvida, sobre os companheiros de equipes de Verstappen: quem foi um piloto ruim ou quem, pelo ambiente, não teve como prosperar?Boa sorte, Isack Hadjar.

Foto do Júlia Duarte

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