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"F1: O Filme" no Oscar, no Grammy, em todo lugar, agora é pop
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Coordenadora de política do O POVO. Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e amante de carros em alta velocidades em pistas

"F1: O Filme" no Oscar, no Grammy, em todo lugar, agora é pop

O longa tem aparecido em premiações e é cotado para ser indicado ao Oscar. Isso evidencia o trabalho da categoria em ser vista e expandir o público
Tipo Análise
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Screeners de
Foto: TMDB/divulgação Screeners de "F1 - O FIlme", protagonizado por Brad Pitt

Nesta quinta-feira, 21, o Oscar vai anunciar os indicados para as categorias. Nas previsões, especialmente da revista especializada Variety, o filme da Fórmula 1 surge com quatro indicações: filme, montagem, som e efeitos visuais. Claro, é possível que o número seja menor ou maior a depender dos votantes. 

O filme já tinha aparecido nos indicados do Globo de Ouro, em trilha sonora e bilheteria, e dos Critics' Choice Awards. Das sete indicações, duas foram revertidas em vitórias: melhor som e melhor montagem. Antes, o longa pareceu entre os indicados do Grammy. Foram duas, uma na categoria de Melhor Gravação de Dance Pop, por “Just Keep Watching (From “F1 The Movie”)”, interpretada pela cantora Tate McRae, e outra na de Melhor Performance Solo de Música Country, com “Bad as I Used to Be (From “F1 The Movie”)”, na voz de Chris Stapleton.

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Para além das especificações do filme, a presença em premiações do longa, lançado em 2025, mostra o trabalho da categoria em querer ser vista. Outros filmes ligados ao universo da F1 já tinham rendido aparições e levados prêmios. "Rush", que narra a rivalidade de Niki Lauda e James Hunt nos anos 1970, por exemplo, teve espaço no Bafta e no Globo de Ouro. "Ferrari", a cinebiografia de Enzo Ferrari, fundador da fabricante italiana que leva seu nome, também teve seu espaço, embora não em premiações de tanto peso.

Estratégia de marketing

Os números de vendas de ingressos e a expansão do calendário de etapas, com destaque para os Estados Unidos, que agora tem três corridas, já davam o tom dos investimentos que a categoria tem feito. O objetivo é não só reaproximar os espectadores de outras épocas, mas também abocanhar novas fatias de público. A produção de "Drive to Survive", documentário da Netflix, o uso massivo das redes sociais, os pilotos em desafios no TikTok, os mecânicos dançando músicas do momento. Sinais do trabalho ativo de marketing em impulsionar a presença não do esporte por si só, mas a marca Fórmula 1.

Se antes a imagem vendida para ser associada à categoria era de uma elite que andava por Mônaco, agora é a vez das badaladas noites de Las Vegas, como o próprio filme da Fórmula 1 retrata. A agitação de cantores, atores, influenciadores e outras caras conhecidas transitando nos paddocks. Não é bem uma novidade, mas a intensidade tem sido destaque. 

O filme, que tem como um dos produtores Lewis Hamilton, tinha um objetivo: fazer a Fórmula 1 furar a bolha de esporte nichado, ultrapassar a ideia de apenas carros correndo em círculos. E fez de tudo para isso: criou um blockbuster tendo Brad Pitt como ator principal e uma trilha sonora de Hans Zimmer. O filme parece estar cumprindo bem sua função. E fica o desejo de não zicar as indicações...

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