Coordenadora de política do O POVO. Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e amante de carros em alta velocidades em pistas
Coordenadora de política do O POVO. Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e amante de carros em alta velocidades em pistas
É quase uma filosofia que os primeiros testes da temporada não devem ser levados como a representação absoluta do que deve ser o ano. Ainda mais com uma mudança de regulamento tão brusca como a de 2026. Então, o que os cinco dias de testes em Barcelona, onde 10 das 11 equipes puderam colocar os carros na pista, podem contar?
O piloto mais rápido foi Lewis Hamilton, da Ferrari, com a marca de 1m16s348 (dia 5), seguido de George Russell, da Mercedes, com 1m16s445 (dia 4). O “pódio” se fecha com o atual campeão Lando Norris, pela McLaren, com 1m16s594 (dia 5). Os números empolgam, mas diferentemente das corridas, a velocidade não foi o foco das equipes e nem dizem muito, já que não se sabe as condições de motor adotadas.
Se o motor já é peça central dos carros, em uma mudança de regulamento, a palavra “confiabilidade” ganha mais força. Quem mais fez voltas foi a Mercedes — a própria equipe anunciou que o Russell e Antonelli completaram juntos 500 voltas. Já o motor Mercedes, no geral, também liderou e completou 1.128 voltas. A equipe vai fornecer unidades para a McLaren e para a Alpine.
Na sequência, como equipe e também como fabricante, vem a Ferrari. Leclerc e Hamilton completaram 432 voltas. Como fabricante, o valor vai para 992, já que Haas e Cadillac também vão usar motores da equipe de Maranello. Por time, em terceiro, surge a Haas com 396. Alpine registrou 343 voltas. Na lista, então, surge os motores Red Bull-Ford: Racing Bulls com 318 e Red Bull com 303.
Atual bicampeã da categoria, a McLaren marcou 285, seguida pela Audi com 239, a Cadillac com 164 e a Aston Martin com 66. Na lista, a Willians não aparece porque atrasou a produção do carro. Como foi um teste fechado, os números podem variar de acordo com as fontes, já que a FIA e nem todas as equipes divulgaram os valores exatos.
Mas o que voltas indicam? A quilometragem é útil para os pilotos e os engenheiros entenderem o carro, coletarem dados e mapearem possíveis erros. E isso é fundamental, especialmente para quem está começando um carro do zero como a Cadillac. A Audi, antiga Sauber, vai usar, pela primeira vez, a própria unidade de potência. A nova temporada também marca a estreia do motor Red Bull. A Aston Martin passa ainda por mudanças: trocou os motores Mercedes por motores Honda.
Todos, pilotos e diretores técnicos, saíram falando sobre terem sido dias positivos e produtivos, mas o tom geral adotado foi de cautela. As equipes ainda tentam se situar dentro de suas próprias “peles” na procura do equilíbrio entre potência elétrica e a combustível, além da nova aerodinâmica dos carros. É cedo para dizer, mas a esperança é de cenários mais apertados na categoria.
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