Jornalista formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atua em redações desde 2014, quando participou do programa Novos Talentos, no O POVO. É repórter do caderno de Cidades, onde tem ênfase na cobertura de segurança pública. Escreve ainda para Esportes O POVO. Mestrando em Avaliação de Políticas Públicas, na UFC.
As brigas registradas em diversos pontos da cidade, no Clássico-Rei do último domingo, levaram à prisão de 246 adultos e à apreensão de 113 adolescentes. Um número sem precedentes de capturas no que diz respeito a conflitos entre torcidas.
Foto: Reprodução/Inquérito/Polícia Civil
359 pessoas foram capturadas durante briga entre torcidas organizadas antes do primeiro Clássico-Rei de 2026
O Clássico-Rei do último domingo rendeu mais assuntos fora do que dentro de campo. Pobre tecnicamente, o empate em 0 a 0 nada mudou as situações de Ceará e Fortaleza no Campeonato Cearense. Não se pode dizer o mesmo do universo das torcidas organizadas. As brigas registradas em diversos pontos da cidade levaram à prisão de 246 adultos e à apreensão de 113 adolescentes, um número sem precedentes de capturas no que diz respeito a conflitos entre torcidas.
Não bastasse a gravidade do confronto, que deixou três pessoas feridas, a questão ganhou um desdobramento ainda mais espúrio: visando pôr fim às brigas, o Comando Vermelho passou a ameaçar as lideranças das organizadas. Resultado: presidentes de torcidas de ambos os times anunciaram ter deixado o cargo. O caso só reforça o quão grande é a ingerência obtida pelas facções no cotidiano do cearense.
Ainda há uma conexão com outra crise, a da superlotação nos presídios. Em um dos "salves" do CV, há a menção da piora da situação de falta de vagas com a chegada dos presos pelos conflitos de torcida. Também está escancarada a falta de políticas públicas capazes de pôr fim à selvageria das organizadas. A suspensão das principais torcidas repete uma fórmula que já se mostrou insuficiente. É preciso inovar, uma responsabilidade que não é só estadual. Também é preciso punir quem "proibiu" as brigas de torcidas, ou seja quem, na verdade, praticou os crimes de ameaça, constrangimento ilegal, integrar organização criminosa, etc.
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