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Árbitros vão falar, mas com regras: como vão funcionar as entrevistas no Cearense 2026
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Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi

Lucas Mota esportes

Árbitros vão falar, mas com regras: como vão funcionar as entrevistas no Cearense 2026

Inicialmente, conforme apuração da coluna junto a fontes ligadas à FCF, perguntas de veículos de mídia independente vinculados a clubes não serão permitidas nas coletivas
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Árbitro Rodrigues Júnior no Clássico-Rei Fortaleza x Ceará, no Castelão, pelo Campeonato Cearense  (Foto: Lucas Emanuel/FCF)
Foto: Lucas Emanuel/FCF Árbitro Rodrigues Júnior no Clássico-Rei Fortaleza x Ceará, no Castelão, pelo Campeonato Cearense

O Campeonato Cearense de 2026 implementará uma medida inédita no futebol brasileiro: os árbitros das partidas concederão entrevistas coletivas após os jogos. A coluna apurou que, desde 2023, a Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF) estudava o tema até decidir oficializar a iniciativa para o Estadual deste ano.

A primeira rodada do campeonato, que não contará com Ceará e Fortaleza, será utilizada como um projeto-piloto da nova medida, que passará por avaliação posteriormente.

Inicialmente, conforme apuração da coluna junto a fontes ligadas à FCF, perguntas de veículos de mídia independente vinculados a clubes não serão permitidas nas coletivas.

O árbitro só se dirigirá à sala de imprensa após as entrevistas dos treinadores das equipes envolvidas na partida e depois do registro online da súmula, processo este que dura cerca de 20 a 30 minutos. A ideia é que sejam feitas de três a cinco perguntas aos profissionais do apito.

A primeira vez que a proposta foi apresentada ao presidente da FCF, Mauro Carmélio, ocorreu em 2023, quando o mandatário solicitou à Comissão de Arbitragem a elaboração de um estudo mais aprofundado. Desde então, foi desenvolvido um trabalho de pesquisa que deu segurança à cúpula da entidade para autorizar a medida.

Entre os casos analisados, estão experiências do futebol mexicano e paraguaio. Nessas iniciativas, porém, as explicações sobre as decisões da arbitragem eram dadas por terceiros, e não pelo próprio árbitro da partida, o que contribuiu para o fracasso dos modelos adotados, na avaliação da Comissão de Arbitragem cearense.

Inicialmente, a nova medida causou espanto entre os árbitros do futebol cearense. Internamente, porém, a FCF entende que quem melhor pode explicar uma decisão é o próprio árbitro. A Comissão de Arbitragem confia que seus profissionais estejam preparados para responder, de forma técnica e objetiva, às perguntas sobre as decisões tomadas em campo.

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