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Lúcio Brasileiro é memória viva da sociedade fortalezense. Mantém coluna diária no O POVO e programa na Rádio O POVO CBN. É apontado como o jornalista diário mais antigo do mundo.

Caçula fala por muitos

Uma entrevista com Rubens Studart
Tipo Notícia

Bem composta revista do Ideal reverencia, no último número, Rubens Studart, apresentado como possuidor de bela jornada, com passagens pelo comércio, banco, turismo e advocacia.

Como foi a infância do menino Rubinho?

Tendo meu pai Oswaldo sido eleito deputado federal em 1946, pude desfrutar da época mais glamorosa do Rio, quando Capital da República. Estudava no Santo Inácio, onde fiz grandes amigos. Ao voltar a Fortaleza, me completei com irmãos e primos mais velhos.

Que colégio lhe traz maiores lembranças, Cearense, Christus ou São João?

O Christus, onde prof Roberto Carvalho Rocha iniciou a grandiosa caminhada, numa pequena casa da Silva Paulet.

Como foram os anos no Curso de Direito da Universidade Federal?

Entrei na UFC no auge da Revolução de 1964. Paulo Sarasate me escalou, com Ubiratan Aguiar e Germano Almeida, para fundar o Departamento Estudantil da Arena, partido do governador.

Você exerceu algum cargo na empresa da família?

Mais novo de nove, assumi uma diretoria em Studart & Cia, distribuidora Ford mais antiga do Estado, fundada por meu pai, em 1939.

Como se saiu como banqueiro?

Foi no Mercantil de São Paulo, onde permaneci por mais de duas décadas, até ser incorporado pelo Bradesco. Hoje, sou sócio honorário da Associação Cearense de Bancos.

E a experiência no turismo?

Defino como uma época de muita satisfação. Eram poucas as agências, e fundamos, então, a Abav.

É verdade que você foi um dos raros cearenses a voar de Concorde?

Aconteceu quando eu presidia a entidade e recebi convite da Air France para uma semana em Paris.

Entre diretor e conselheiro, quais realizações aponta pelo Ideal?

Sempre tive muito amor por esse grande clube. Fui secretário na presidência João Pinto, diretor com Roberto Machado, vice-presidente social sob Dedé Barros de Oliveira e administrativo-financeiro na gestão Sílvio de Castro. Participei da Comissão Redatora das mudanças realizadas em 79-98.

E a descendência?

Três filhos Esteves, Mariana, economista e servidora federal, Rubens e Rafael, titulares dos escritórios advocatícios Studart & Norões e Studart Lima e Lima.

Que mensagem deixaria para os jovens idealinos de hoje?

Que procurem amar o clube que nasceu nas Damas como a si mesmos.

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