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Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo

Ana Marcela coloca o 4º ouro para o Brasil no quadro de Tóquio

A baiana de 29 anos tinha na carreira uma coleção de medalhas. Faltava ir bem na Olimpíada. Em 2012 não conquistou a vaga. Em 2016 foi apenas 10º
Ana Marcela Cunha, do Brasil, posa com sua medalha de ouro em cerimônia após vencer a maratona feminina de natação de 10 km durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, no Parque Marinho de Odaiba, em Tóquio, em 4 de agosto de 2021. (Foto: Oli SCARFF / AFP) (Foto: OLI SCARFF / AFP)
Foto: OLI SCARFF / AFP Ana Marcela Cunha, do Brasil, posa com sua medalha de ouro em cerimônia após vencer a maratona feminina de natação de 10 km durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, no Parque Marinho de Odaiba, em Tóquio, em 4 de agosto de 2021. (Foto: Oli SCARFF / AFP)

Uma das atletas mais vitoriosas da história da natação brasileira finalmente chegou a medalha olímpica e ainda ouro. Ana Marcela Cunha venceu a maratona aquática de 10km na noite de terça-feira. A baiana de 29 anos tinha na carreira uma coleção de medalhas: prata no mundial 2013, bronzes em 2015 e 2017. Foi 5º em 2019, além de títulos de temporadas do circuito mundial.

Faltava ir bem na Olimpíada. Em 2012 não conquistou a vaga. Em 2016 foi apenas 10º, ano em que Poliana Okimoto foi bronze. Na prova em Tóquio, Ana Marcela se manteve entre as líderes até o quilometro 9. No último quilômetro aumentou o ritmo das braçadas e chegou ao título.

Vamos ao resumo do Brasil nas demais modalidades:

Vôlei - Assim como a seleção masculina, a feminina também está classificada para as semifinais da Olimpíada de Tóquio. Após um 1º set muito ruim com derrota, o Brasil reagiu e bateu a Rússia por 3 a 1. As entradas da levantadora Macris e da ponteira Rosamaria mudaram o jogo a partir do 2º set. Na semifinal, o Brasil enfrentará a Coréia do Sul, contra quem já jogou na estreia e venceu com facilidade por 3 a 0. As sul-coreanas surpreenderam as turcas por 3 sets a 2. A outra semifinal terá Estados Unidos e Sérvia. No masculino, a seleção brasileira também enfrenta a Rússia, mas pelas semifinais na madrugada desta quinta-feira, a 1h. O vencedor pega na decisão França ou Argentina.

Vôlei de praia - Pela 1º vez, desde que a modalidade foi introduzido nos Jogos Olímpicos, em 1996, o Brasil sairá sem medalhas. Até então, 13 medalhas olímpicas nas areias. Na noite de terça, a última dupla foi eliminada. Alison e Alvaro perderam para os letões Plavins e Tocs por 2 sets a 0. Os mesmos letões haviam eliminado a outra dupla brasileira, Bruno e Evandro. Enquanto outros países definem as duplas para a Olimpíada, meses antes dos jogos, as brasileiras para a Olimpíada foram definidas no final de 2019, antes da pandemia. O ciclo apresentou muitas trocas entre as duplas, o que contribuiu para o resultado ruim. Em 2017, o Brasil venceu o mundial no masculino com Evandro/ André e foi bronze com Larissa e Talita. Já no mundial 2019, o Brasil saiu sem medalha, fato que voltou a ocorrer agora.

Skate park - Das 4 provas do skate, era a que o Brasil tinha menor expectativa de medalha. Dora Varela e Yndiara Asp chegaram a final mas terminaram em 7º e 8º lugares. Ouro para a japonesa Sakura Yosozumi. Nesta noite de quarta ocorre a prova masculina, com chances de pódio do Brasil com Pedro Barros e Luiz Francisco

Vela - terminou a participação brasileira com a regata da medalha da classe 470. Fernanda Oliveira/ Ana Barbachan acabaram em 9º lugar. Ouro as britânicas Hanna Mills e Eilidh McIntyre. Nas 10 classes disputadas em Tóquio, a Grã-Bretanha faturou 3 ouros, Austrália 2; Holanda, China, Brasil, Dinamarca e Itália 1 ouro.

Saltos ornamentais - Ingrid Oliveira foi apenas 24º entre 30 atletas na plataforma individual feminina. Ela brigava para avançar entre as 18 melhores até o 3º salto, mas teve duas notas muito ruins nos 2 últimos e ficou fora.

Hipismo - na final individual de saltos, Yuri Mansur cometeu duas faltas e terminou em 20º lugar entre 30 competidores. Ouro para o britânico Ben Maher. Em 2018 e 2019 ele venceu a temporada do Global Champions Tour, a F-1 do hipismo.

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