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Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo

Resumo da participação brasileira em Tóquio- 3º parte

No Atletismo, os Estados Unidos terminaram com sete ouros, número bem inferior as 13 de 2016 e as nove de 2012
Tipo Opinião
Alison dos Santos exibe bandeira do Brasil após a conquista da medalha de bronze (Foto: Andrej ISAKOVIC/AFP)
Foto: Andrej ISAKOVIC/AFP Alison dos Santos exibe bandeira do Brasil após a conquista da medalha de bronze

Nas duas últimas semanas analisei esportes coletivos e modalidades encerradas na 1ª semana em Tóquio como natação e judô. Hoje a 3º parte do resumo.

Atletismo- 48 provas disputadas em Tóquio. Os Estados Unidos terminaram com sete ouros, número bem inferior as 13 de 2016 e as nove de 2012. O principal destaque foi a Itália com incríveis cinco ouros, inclusive o da prova de 100 metros, com Marcell Jacobs. Também venceu duas provas de marcha atlética. Em 2016 a Itália saiu zerada. Jamaica e Quênia baixaram de seis ouros no Rio para quatro ouros cada agora. A Polônia também teve quatro. Foram 43 países com medalhas, número idêntico ao de 2016.
O Brasil iniciou a disputa com uma chance real de medalha, confirmada com o bronze de Alison dos Santos (foto abaixo) nos 400 com barreiras. Ele tinha o 3º melhor tempo do ano. A surpresa foi o bronze de Thiago Braz no salto com vara com a marca de 5m87. Ele tinha feito um péssimo ciclo olímpico, sem medalhas em mundiais e até no Pan 2019. Somente uma vez em todo o ciclo, Thiago havia superado 5m85.
No arremesso de peso Darlan Romani terminou em 4º, resultado esperado. Ele foi superado pelos mesmos três atletas do mundial 2019. Além disso, o brasileiro pouco competiu após a pandemia. Uma medalha quase surgiu na marcha 20km. Erica Sena ocupava as primeiras posições mas foi punida após 3 irregularidades ao marchar. Acabou em 11º. Nos Jogos Pan-americanos de 2019, ela também sofreu punições, mas terminou com o bronze.
O destaque negativo mais uma vez foi levar uma delegação inchada com 55 atletas. Somente em sete provas individuais os competidores brasileiros terminaram entre os 15 melhores.

Canoagem velocidade- De 12 provas disputadas, destaques para Hungria e Nova Zelândia com três ouros cada. A neozelandesa Lisa Carringhton foi um fenômeno mais uma vez vencendo o k1 200 e k1 500 metros, além do k2 500 ao lado de Caitlin Regal. Lisa soma agora cinco ouros olímpicos. Para o Brasil, Isaquias Queiroz, campeão mundial 2019, confirmou o favoritismo e venceu o C1 1000, em um dos momentos mais emocionantes dos jogos. Já no C2 1000 ficou sem medalha. Seu companheiro de medalha olímpica em 2016, Erlon Souza, estava contundido e o tempo para entrosamento com Jack Goodman não foi o suficiente.

Badminton- Dos oito países com medalhas, sete asiáticos. Dos cinco ouros em disputa a China levou dois. Decepção foi o Japão que tinha no masculino e nas duplas femininas bicampeões mundiais e terminou apenas com um bronze na dupla mista. A Dinamarca furou o domínio asiático com o ouro de Viktor Axelsen no individual masculino. Ele já tinha um título mundial em 2017. O Brasil pela 1º vez conseguiu vencer uma partida em torneio olímpico, com Ygor Coelho.

Saltos ornamentais- Domínio já esperado da China, com sete ouros em oito possíveis. Só perdeu a prova de plataforma sincronizada masculina para a Grã-Bretanha. O Brasil teve um resultado a comemorar: Kawan Pereira conseguiu ir a final da plataforma individual e terminar em 10º. Somente Cesar Castro tinha esse resultado na história da modalidade.

 

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