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Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo

Brasil segue como potência paralímpica, após recorde de ouros em Tóquio

This handout photo released by the Olympic Information Services (OIS) of the International Olympic Committee (IOC) and taken on September 2, 2021 shows gold medallist Brazil's Gabriel Geraldo Dos Santos Araujo celebrating during the victory ceremony for the men's 50m backstroke S2 swimming event at the Tokyo Aquatics Centre during the Tokyo 2020 Paralympic Games in Tokyo. (Photo by Thomas LOVELOCK / OIS/IOC / AFP) / ---- EDITORS NOTE ---- RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT
Foto: THOMAS LOVELOCK/AFP This handout photo released by the Olympic Information Services (OIS) of the International Olympic Committee (IOC) and taken on September 2, 2021 shows gold medallist Brazil's Gabriel Geraldo Dos Santos Araujo celebrating during the victory ceremony for the men's 50m backstroke S2 swimming event at the Tokyo Aquatics Centre during the Tokyo 2020 Paralympic Games in Tokyo. (Photo by Thomas LOVELOCK / OIS/IOC / AFP) / ---- EDITORS NOTE ---- RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / Olympic Information Services (OIS) of the International Olympic Committee (IOC)" - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS .

O Brasil terminou a Paralimpíada de Tóquio com o mesmo numero de medalhas da edição do Rio de Janeiro: 72. Porém, bateu o recorde histórico de ouros com 22, além de 20 pratas e 30 bronzes. Em 2016 tinham sido 14 ouros. Em 2012 o Brasil levou 21 ouros, com 43 medalhas no total.


Em termos de colocação no quadro de medalhas, o Brasil repetiu a edição de Londres 2012 com o 7ª lugar. Em 2016 terminou em 8º. O top 6 do quadro de medalhas em Tóquio ficou com China, Grã-Bretanha, EUA, Rússia, Holanda e Ucrânia. Destaque para a Holanda, país de 17 milhões de habitantes, que ficou no top 10 na Olimpíada e Paralimpíada.


Das 72 medalhas do Brasil, 28 no atletismo e 23 na natação. Nosso país conseguiu pódios também na bocha, canoagem, esgrima, hipismo, futebol de 5, goalball, judô, levantamento de peso, remo, vôlei sentado, tênis de mesa e taekwondo.


Nos esportes coletivos a grande conquista brasileira foi o inédito ouro no goalball masculino. A campanha teve 6 vitórias, com direito a superar duas vezes a então campeã olímpica Lituânia. Na final 7 a 2 sobre a China. Outro destaque coletivo foi o pentacampeonato no futebol de 5. O Brasil é imbatível na modalidade e durante a campanha de 5 jogos, fez 13 gols e não sofreu nenhum.


O principal nome individual brasileiro foi a nadadora Carol Santiago com 3 ouros e 1 bronze. Outros atletas que turbinaram o Brasil nas piscinas: Gabriel Bandeira com 1 ouro, duas pratas e 1 bronze e Gabriel Santos com 2 ouros e uma prata.


No atletismo Yeltsin Jacques venceu os 1500 e 5000 metros na categoria T11. Petrucio Ferreira faturou ouro nos 100 metros, se tornando o velocista paralímpico mais rápido do mundo. Em uma das provas mais emocionantes, Silvania Costa foi bicampeã do salto em distância categoria T1 para deficientes visuais, com um salto de 5 metros na última tentativa.


No levantamento de peso, o 1º ouro da história paralímpica veio com Mariana D'Andrea na categoria 73kg. Na estreia do parataekwondo, Nathan Torquato venceu a categoria 61kg da classe K44, para atletas com deficiência unilateral dos membros superiores. No judô, Alana Maldonado conseguiu o 1º ouro do Brasil no feminino da história, na categoria 70kg

Um dos principais motivos para o sucesso do Brasil é a atuação do Comitê Paralímpico Brasileiro, que investe muito bem o dinheiro obtido através das loterias, graças a Lei Piva. Com a criação em 2015 do Centro Paralímpico em São Paulo, com 95 mil metros quadrados, milhares de atletas foram contemplados com um local com excelentes instalações para treinamentos em dezenas de modalidades.

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