Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo
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A temporada 2026 para o judô brasileiro começou neste fim de semana com o tradicional e duríssimo Grand Slam de Paris. Em grau de dificuldade, o evento só costuma ficar abaixo do Grand Slam de Tóquio e do Mundial. O Brasil enviou 19 atletas para um evento com mais de 500 inscritos. E quem brilhou foi a interminável guerreira Rafaela Silva, vencedora nos 63kg. Ela mudou de categoria neste ciclo, pois toda sua carreira foi disputada nos 57kg.
Rafaela teve uma campanha de quatro vitórias. Depois de vencer uma italiana e uma holandesa, encarou na semifinal a japonesa Kirari Yamaguchi, oitava do ranking e campeã asiática em 2024. Na final, bateu a mongol duas vezes medalhista de bronze em mundiais, Enkhrillen Lkhagvatogoo em apenas 39 segundos, após conseguir uma imobilização.
Foi a primeira competição internacional de Rafaela após sair do Flamengo e retornar ao clube que a formou, o Instituto Reação. Na carreira, foi a 18ª medalha de Rafaela em Grand Slams, com três ouros. E a quinta brasileira a vencer o ouro no Grand Slam de Paris.
Rafaela Silva tentará disputar sua quarta Olimpíada. Campeã em 2016, foi nona em 2012 e quinta em Paris-2024, porém ajudou a equipe na conquista do bronze. Ela ficou fora dos Jogos em 2020 por suspensão. Na categoria dela para este ciclo, o Brasil também tem outra ótima atleta, Nauana Silva, top-10 no ranking.
O Brasil teve ainda no Grand Slam de Paris, dois atletas chegando até a disputa da medalha de bronze: a medalhista olímpica Larissa Pimenta nos 52kg e Guilherme Schimidt nos 90kg. Guilherme venceu as quatro lutas da sua chave, mas acabou perdendo a semifinal e a repescagem do bronze. Leonardo Gonçalves chegou à repescagem mais foi derrotado. Ele havia sido o único medalhista do Brasil na edição do ano passado.
Luana Carvalho nos 70kg e Shirlen Nascimento nos 57kg que tinham expectativa de boas campanhas, caíram para francesas nas primeiras lutas. Os principais desfalques do Brasil na competição foram Bia Souza e Daniel Cargnin. Uma categoria preocupante é acima de 100kg masculina. Com a aposentadoria de Rafael Baby, o Brasil não conseguiu revelar mais ninguém. Não temos nenhum atleta sequer no top-60.
O Japão terminou na liderança do Grand Slam de Paris com cinco ouros, seguido pela França com três. Este ano o Mundial será realizado em outubro no Azerbaijão. Até lá, a equipe brasileira de judô disputará várias etapas de Grand Slam e Grand Prix.
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