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Marcus Lage sociedade

Dez carros icônicos

Há um vasto rol de modelos que chegaria à lista de 50, mas seguem alguns orphan cars, de variadas marcas, que deixaram suas insígnias no panteão do automobilismo
Na lista de carros icônicos (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Na lista de carros icônicos

A tarefa é difícil, pois, aquela lista, que deveria ser em número de 50, me colocará como devedor ou desinformado no assunto à baila. Sim, razionado pela da existência de um vasto rol de modelos, alguns orphan cars, pertencentes a variadas marcas, carros que deixaram suas insígnias no panteão do automobilismo.

Relembro, o lance ocorrido entre Assis Chateaubriand e Rubem Braga. O poderoso dos D.A. vociferou: 'Se você quiser ter liberdade plena, compre o seu jornal.' Assim como o cronista, sigo, obediente, com a meu rol de Ten Iconics Cars.

Inicio a tarefa com o Mercedes 300 SL Gullwig - O cupê ratifica a competência e a obstinação alemã, que, em 1954, mesmo em franca recuperação do moral e da economia, conseguiu vitoriosamente recolocar a estrela de três pontas no circuito de gran turismo e no podium. Tiro o chapéu para aquele povo.

O classicarro é pioneiro na injeção de gasolina sem carburador. Conseguiu agregar uma série de predicados, além da indelével beleza. Na caderneta, 'presente' nos requisitos: modernidade, leveza, estabilidade e rapidez. Wunderbar!

Eleanor - Desta feita, o nome não linca com Mrs.Thornton, dona do shape que inspirou o Spirit of Ecstasy, a insígnia pinacular do automobilismo. Falo do Mustang modelo GT 500 Shelby, estrela de filme, esse iconic muscle car é um dos Graais do colecionismo. Motor V8, design de Chip Foose, o 'Giugiaro' das Américas. E mais: motor de alumínio, capô de fibra e Santo Antonio. Um blue chip. Amor à primeira vista, e em menos de 60 segundos.

Landau - Num preito ao passado, eu jamais poderia esquecer da banheira mais luxuosa da nossa indústria. Inspirado no Fairlane, o abre-alas deu-se com o lançamento de seu irmão mais velho, o Galaxie 500, ano 1967. Quando se fala nele, é uníssono entre os aficionados: conforto imbatível. Mas, como não há bom sem defeito, o senão vai para o cheiro de gasolina que, muitas vezes, exala do ar-condicionado.

Alfa Romeo 8C 2900 B - Essa opera magna foi vencedora numa recente versão do Villa d'Este, no Lago de Como, em 2019. A Berlinetta, carroceria Touring,1937, Superleggera, é uma habitué do podium, a mencionar 5 vezes no Mille Miglia, além de levar o ouro no The Peninsula Paris e no Peble Beach. Sonho de Uma Noite de Verão: um tour pela garagem do casal Ginny e David Sydorick,em L.A. proprietários da joia.

O Torpedo, de Preston Tucker, em número de 51, foi signo de vanguarda. Considere-se por uma série de adoções revolucionárias e protetivas, um plus para a indústria do pós-guerra. Vamos recordar a Era Collor. Dentre as inovações, temos: para-brisas com sistema ejetor para colisão, faróis direcionais, motor de 6 cilindros contrapostos, painel acolchoado, motor traseiro, maior espaço interno, proteção frontal na caixa de direção, maior espaço interior, nicho de recuo para as maçaneta internas, retrovisor interior de plástico, freio a disco nas 4 rodas, cilindros alimentados por injeção de gasolina. O Sedan chegava a 100km/h em 10 segundos.

Se bebeu um vodka martini, não dirija. Esse drops vai para o Aston Martin DB5, ano 1964. Reeditado, foi batizado como Goldfinger Continuation. Histriônico? Of course.E sem fazer esforço.O referido, pelos filmes do 007, é tido por epíteto da marca. O velocímetro dá 230km?/h, câmbio de 5 marchas, 5.500 RPM e também fabricado na versão conversível. 

O icônico Rolls Royce em foto de arquivo pessoal
O icônico Rolls Royce em foto de arquivo pessoal (Foto: Arquivo pessoal)

Você já andou num Rolls Royce? No banco da frente é a primeira vez. Essa foi a piada, da parte de um well born, para um nose up de plantão. A missão hercúlea foi escolher o modelo. Fico com o Phanton. E, para uma sinfonia acabada, como sói com essa categoria nec plus ultra, só cabem as palmas. Me perdoem os customizadores, como John Lennon. Por atingirem ápice da personalização, são merecedores do bowing.

É devida a menção histórica ao do avô do VW Fusca, o Ford Bigode, aquele das alavancas à la handlebar. Todos em tons de preto, nas matizes média, clara e escura, como ordenou Dr.Henry. Antiguidade é posto, decano adágio.

I beg your pardon. O da vez é o Jaguar Daimler Sovereign. Vejo esse felino como laudêmio, um pariato. Macio, motor 6 cilindros, 4 marchas, 2 tanques, controle interno de retrovisores, couro Cordovan (equino), motor 4.2, um divisor de águas na montadora: a saída do estilo vetusto. Chegou e parou: faróis de milha (amarelos) e calotas Daimler.

Bugatti Type 57SC Atlantic. The last, but not the least. Brincadeira, e de mau-gosto, por tratar-se de um dos carros mais exclusivos da história. Ralph Lauren se redimiu, adquirindo um do quarteto. O primeiro modelo foi feito, na Alsácia, para Victor Rothschild. O chassi 57 453, o La Voiture de Noire, levou o mesmo destino do, também misterioso, Quarto de Âmbar: só Deus sabe.

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