Jornalista, repórter do O POVO+ e professor de Linguagens, graduado em Letras/Inglês pelo Centro Universitário Unicesumar. Homem pansexual, foi ativista organizado do Movimento LGBTQIA+ de 2014 a 2021. Em 2020, foi um dos idealizadores do festival artístico Tomada Drag, que mais tarde se tornaria o Coletivo Tomada.
Gi Monteiro realiza sua primeira exposição individual na Cave Galeria
No Mês da Visibilidade Trans, artista travesti negra Gi Monteiro realiza sua primeira exposição individual, a "Céu da boca da noite", que trata do escuro como exercício de liberdade para corpos dissidentes.
Foto: Jorge Silvestre
A exposição reúne um conjunto de pinturas, desenhos, tecidos, esculturas, fotografias e instalações que apresentam a pesquisa da artista sobre o escuro como possibilidade poética de liberdade.
No mês da Visibilidade Trans, a Cave recebe a exposição “Céu da boca da noite”, primeira mostra individual da artista Gi Monteiro. A abertura ocorreu no último dia 13, e a visitação segue até 28 de fevereiro, na sede da galeria, em Fortaleza.
A exposição reúne pinturas, desenhos, tecidos, esculturas, fotografias e instalações produzidas em 2025. O conjunto apresenta a pesquisa da artista sobre o escuro como elemento central de sua investigação artística, articulando temas como corpo, tempo, território e abstração .
Gi Monteiro é travesti negra, artista plástica e historiadora, formada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Foto: Pedro Bessa
Gi Monteiro é uma travesti negra, artista plástica e historiadora, formada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Sua produção transita entre desenho, pintura, tecido e escultura
Sua produção transita por diferentes suportes e dialoga com o abstracionismo, a partir de referências ligadas a experiências de corpos negros e dissidentes de gênero. Esta é sua primeira exposição individual, após participações em mostras coletivas no Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.
“O mês da visibilidade trans evidencia disputas políticas cotidianas em torno do livre acesso e do exercício pleno de direitos por pessoas dissidentes de gênero, como eu”, afirma Gi Monteiro.
A curadoria é assinada por Lucas Dilacerda, com curadoria adjunta de Wes Viana. Segundo o curador, a exposição propõe uma investigação sobre a abstração como linguagem artística e política, deslocando a centralidade da representação figurativa para outras formas de percepção e construção de sentido.
Foto: Jorge Silvestre
A exposição reúne um conjunto de pinturas, desenhos, tecidos, esculturas, fotografias e instalações que apresentam a pesquisa da artista sobre o escuro como possibilidade poética de liberdade.
"A artista transforma o abstracionismo em uma máquina política de desobediência poética aos imperativos coloniais que cobram de artistas minoritários uma produção pautada na figuração e nas narrativas de violência”, afirma Dilacerda.
O Mês da Visibilidade Trans, celebrado em janeiro, tem como objetivo ampliar o debate público sobre os direitos e a presença de pessoas trans e travestis em diferentes áreas da sociedade. No campo das artes visuais, a programação reforça a circulação e o reconhecimento de artistas trans em espaços institucionais e independentes.
A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 13h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h. A Cave fica na Rua Pereira Valente, 757, casa 03, no bairro Meireles, em Fortaleza .
Quer saber mais sobre filmes e séries? Acesse minha página
e clique no sino para receber notificações.
Esse conteúdo é de acesso exclusivo aos assinantes do OP+
Filmes, documentários, clube de descontos, reportagens, colunistas, jornal e muito mais
Conteúdo exclusivo para assinantes do OPOVO+. Já é assinante?
Entrar.
Estamos disponibilizando gratuitamente um conteúdo de acesso exclusivo de assinantes. Para mais colunas, vídeos e reportagens especiais como essas assine OPOVO +.