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Como posso servir melhor?
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Líder classista, empresário do setor de farmácias, é diretor da Confederação Nacional do Comércio (CNC) desde 2018

Como posso servir melhor?

O comércio entendeu que o cliente não procura apenas preço, mas propósito. E as lojas? Ah, as lojas… Elas viraram palcos. Cenários de pertencimento onde cada estante conta uma história e cada gesto da equipe é um capítulo de afeto
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Comércio tem horários modificados em 31 de dezembro e 1º de janeiro. Saiba o que abre e o que fecha em Fortaleza no Ano Novo (Foto: FABIO LIMA / O POVO)
Foto: FABIO LIMA / O POVO Comércio tem horários modificados em 31 de dezembro e 1º de janeiro. Saiba o que abre e o que fecha em Fortaleza no Ano Novo

Às vezes, o corpo permanece, mas a mente viaja. E foi exatamente assim que caminhei pelas avenidas de Nova York nos últimos dias — não com os pés, mas com os olhos atentos e a alma aberta. Enquanto muitos dos nossos líderes da CDL Fortaleza e da CDL Jovem cruzavam fisicamente as portas da NRF 2026, eu, mesmo distante, adentrava por outras entradas: o olhar digital, os relatos que chegam como sementes de mudança, as conversas trocadas em tempo real que mais parecem faíscas acendendo ideias.

Não estive lá com eles — mas estive com eles. E, talvez, mais do que nunca, percebi o poder das conexões invisíveis. O que se aprende em missão não se limita à presença física. O verdadeiro aprendizado se espalha, contamina, transforma. E ele chegou até mim com a força de uma ventania que empurra a porta da consciência e convida: “Entra, o mundo está mudando.”

O que vi, mesmo de longe, foi um varejo que não vende mais coisas — vende sentidos. Um comércio que entendeu que o cliente não procura apenas preço, mas propósito. E as lojas? Ah, as lojas… Elas viraram palcos. Cenários de pertencimento onde cada estante conta uma história e cada gesto da equipe é um capítulo de afeto.

É bonito ver que os grandes aprendizados cabem nos pequenos negócios. Que não é preciso ser gigante para ser relevante. Bastam perguntas sinceras: como posso servir melhor? O que posso testar em 90 dias? Porque o futuro não é uma sala fechada — ele é um corredor onde a coragem de experimentar sempre encontra espaço.

Acompanhar essa missão de longe foi como ouvir o ensaio de uma orquestra antes do concerto. Cada insight, cada tendência, cada novo modelo testado em solo americano, ressoava em mim como notas de uma melodia que, quando bem traduzida, pode ser tocada aqui, nas ruas de Fortaleza, no coração do nosso varejo local.

E se há algo que essa experiência me ensinou, é que o futuro não é um lugar distante. O futuro mora onde há vontade de aprender. Ele se instala onde há humildade para mudar. E se manifesta quando deixamos de repetir fórmulas e começamos a criar experiências.

Se caminhar é um gesto de presença, acompanhar à distância é um exercício de visão. E eu sigo — passo a passo, insight por insight — nessa travessia que não exige passaporte, apenas disposição para construir pontes entre o que se vê e o que se faz.

A NRF 2026 foi uma missão presencial. Mas a verdadeira missão, essa que me toca e me move, é permanente: transformar o varejo em elo, em abraço, em ideia viva.

No fim, o futuro sempre chega. A diferença é quem já está com a porta aberta quando ele bate.

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