Neila Fontenele
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Colunista de Economia, Neila Fontenele já foi editora da área e atualmente ancora o programa O POVO Economia da rádio O POVO/CBN e CBN Cariri.

Opinião

Mudança no perfil das fusões e aquisições

Arquitetura de Zaha Hadid - Galaxy Soho de Pequim, China. Foto: Divulgação
Arquitetura de Zaha Hadid - Galaxy Soho de Pequim, China. Foto: Divulgação

O mercado de fusões e aquisições também passa por transformações nesta pandemia do coronavírus. Conforme levantamento da consultoria KPMG, somente no varejo tradicional brasileiro houve queda de 41% nas transações, quando comparado os anos de 2020 e 2019. No ano passado foram fechadas 10 operações no varejo tradicional, quando em 2019 o número chegou a 17.

Vale sempre ressaltar que é difícil comparar 2020 com qualquer outro ano, tamanha a excepcionalidade no período.

A KPMG analisou 43 setores da economia brasileira e o varejo tradicional tem uma performance diferente do segmento online. As operações entre empresas no mundo digital foram catalogadas em outra categoria (empresas de internet).

No mundo digital a movimentação de fusões e aquisições foi vigorosa. Dos 10 setores com os maiores números absolutos de fusões e aquisições, a categoria "empresas de internet" foi o destaque, com 314 operações; seguida por: tecnologia da informação (168); outros (57); companhias energéticas (56); hospitais e laboratórios de análises clínicas (55); serviços para empresas (54); imobiliário (54); instituições financeiras (52); alimentos, bebidas e fumo (40); e educação (27).

Ou seja: há uma forte transformação dos setores, inclusive no tipo de transações realizadas. As aquisições se tornaram agora mais estratégicas. O sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul, Fernando Gambôa, tem destacado que as companhias buscam capacidades especificas para crescimento ou soluções complementares aos seus negócios atuais. Portanto, o objetivo das fusões e aquisições não se restringem apenas à expansão das empresas.

Tânia Bacelar
Foto: Tatiana Fortes
Tânia Bacelar

Economia

O QUE ESPERAR DE 2021 ?

Ontem, em Pernambuco, a consultoria Ceplan fez um evento para analisar as possibilidades de recuperação do País em 2021. A constatação dos especialistas é que o ano de 2021 ainda será marcado pela discussão sobre a Covid-19 e sobre o aumento das restrições, o que gera incertezas maiores para a região Nordeste.

Entre os participantes do evento estava a consultora Tânia Bacelar e o economista-chefe do Banco do Nordeste (BNB), Luiz Esteves. A visão é a seguinte: os países da OCDE devem atingir a imunidade comunitária com a vacinação no final do ano. No Brasil, apenas na metade do ano de 2022 deve-se atingir esse percentual.

Portanto, 2021 ainda não estará totalmente livre das incertezas e o Nordeste acaba sofrendo mais com isso; podendo ser atingido pelas regras mais rígidas de isolamento, que penalizam mercados importantes para a região, que dependem de uma "economia de aglomeração".

Grupo Marquise

DESTAQUE NA ÁREA DE SERVIÇOS

A PwC Brasil também fez um levantamento das fusões e aquisições no Brasil. O relatório mostra que o Sudeste continua atraindo a preferência de investidores, com 65% das transações, 85 no total no período. Detalhe: São Paulo concentrou sozinha 50% das transações anunciadas em 2020.

Apesar disso, há empresa cearense se destacando no setor: na área de serviços auxiliares, o Grupo Marquise, chamou atenção com a aquisição da CTR Bahia, companhia de gestão de resíduos de Bahia.

Sicredi

RANKING DE PROJEÇÕES

O Sicredi tem conseguido manter uma boa posição no ranking anual de projeções econômicas do Banco Central (BC), no qual constam mais de 100 organizações. A cooperativa aparece em quarto lugar na categoria "curto prazo anual" para os indicadores taxa de câmbio (nota 9,6), IPCA (nota 9,2) e IGP-M (nota 8,9).

Arquitetura de Zaha Hadid - Galaxy Soho de Pequim, China. Foto: Divulgação
Foto:
Arquitetura de Zaha Hadid - Galaxy Soho de Pequim, China. Foto: Divulgação

Curso 1

CURSO SOBRE A CHINA

A Fundação Demócrito Rocha (FDR) programa a oferta de um curso a distância, de curta duração, sobre a China, o maior parceiro comercial do Brasil, e sua cultura. Para isso, está realizando uma pesquisa a fim de identificar a imagem predominante da China entre os brasileiros, com perguntas referentes aos interesses do público. Os interessados podem acessar o link: bit.ly/2YtQr0U

Curso 2

OPORTUNIDADES PARA JOVENS

O Instituto JCPM de Compromisso Social está com inscrições abertas para cursos online e gratuitos. Este ano, as formações são voltadas para o mercado de trabalho no varejo. Entre os cursos disponíveis para esse semestre estão habilidades comportamentais e empregabilidade; desenvolvimento de aplicativos; e inglês para atendimento. Os interessados podem se inscrever até o dia 15 deste mês pelo link: bit.ly/ijcpmfortaleza2021.

 

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