Neila Fontenele
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Colunista de Economia, Neila Fontenele já foi editora da área e atualmente ancora o programa O POVO Economia da rádio O POVO/CBN e CBN Cariri.

Opinião

Hoteleiros querem medidas para manter o setor

Beira Mar de Fortaleza
Beira Mar de Fortaleza

O Carnaval sem folia de 2021 deve ficar marcado pelo baixo índice de ocupação hoteleira nas capitais. As restrições para conter as aglomerações e, consequentemente, a pandemia, acertaram em cheio o setor.

Pesquisa da ABIH Nacional indica uma ocupação média nos hotéis brasileiros entre 35% e 40%, quando a curva de equilíbrio para manter a sustentação das empresas, pagando todos os seus custos, é de 50% de ocupação dos leitos.

O presidente da ABIH Nacional, Manoel Cardoso Linhares, lembra que o setor tem um funcionamento diferenciado, trabalhando os três turnos, e gerando mais empregos do que a indústria automobilística. Conforme números da entidade, o segmento gera 1,1 milhão de empregos, com uma rede afiliada de 30 mil hotéis. Por essa razão, ele destaca a necessidade de ações conjuntas dos governos Federal, Estadual e Municipal para conter o impacto da pandemia no setor.

Linhares pretende conversar na próxima semana com o presidente Jair Bolsonaro e pedir o adiamento dos pagamentos de empréstimos nos bancos públicos até janeiro de 2022. Outra medida pleiteada é a prorrogação da redução de salários durante esse período de instabilidade, além de programas que incentivem o turismo.

 Manoel Cardoso Linhares
Foto: Divulgação
 Manoel Cardoso Linhares

Turismo 1

INCENTIVO AO TURISMO NA CAPITAL

Manoel Cardoso Linhares lembra que, no início da pandemia, 80% da hotelaria ficou totalmente fechada, e 20% abriu apenas para receber passantes, profissionais da saúde e operadoras que ainda estavam trabalhando.

Há uma grande diferença no dinamismo dos hotéis nas capitais e no litoral. Ele conta que a ocupação hoteleira em Porto Seguro, na Bahia, é de 80% a 85%. Ele acredita que cidades como Jericoacoara, apesar de todos os esforços para conter aglomerações, apresentam índice semelhante.

No caso de Fortaleza, ele conta que a cidade sente o impacto da falta de voos, devido às restrições impostas pela pandemia, e precisa manter suas campanhas de divulgação. "Temos de incentivar o turismo na Capital: precisamos terminar o Aquário e fazer outros equipamentos", reforça.

Turismo 2

REDUÇÃO DO ICMS E IPTU

No âmbito estadual, no caso do turismo, há o exemplo do Rio Grande do Norte, que reduziu a alíquota de ICMS da energia de 25% para 12%. Esse é um modelo de incentivo que também está sendo colocado nas mesas de negociação para ser estendido para outras unidades do País.

Também há proposta para a redução da alíquota do IPTU.

Tributos

DE OLHO NA CONTA DA LUZ

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) tem defendido a redução dos encargos e tributos que incidem sobre a conta de luz. Em estudo comparativo com 33 países, o Brasil estaria na quarta posição em maior carga tributária na conta de luz, ficando atrás apenas da Dinamarca, Alemanha e Portugal.

Unimed

INTEGRAÇÃO DAS OPERADORAS

A Unimed Ceará iniciou a implantação de sistema de integração das operadoras de saúde do Estado. O objetivo é melhorar os serviços, unificando os históricos e prontuários dos pacientes em um único arquivo, criando o Registro Eletrônico de Saúde. A tecnologia formatada pela empresa InterSystems permitirá a aplicação do conceito "saúde conectada", onde os pacientes terão acesso aos seus prontuários e informações de exames disponíveis nos sistemas das clínicas, consultórios e hospitais.

Supermercados

CRESCIMENTO DE 9,36%

Os supermercadistas não têm do que reclamar. Mesmo com a pandemia, o ano de 2020 foi positivo para o setor. Houve uma alta real acumulada (descontada a inflação calculada pelo IPCA/IBGE) de 9,36% durante o período entre janeiro a dezembro, comparando o índice com 2019. O dado faz parte do Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

 

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