Neila Fontenele
clique para exibir bio do colunista

Colunista de Economia, Neila Fontenele já foi editora da área e atualmente ancora o programa O POVO Economia da rádio O POVO/CBN e CBN Cariri.

Opinião

Fortbrasil: varejo oscila, mas mercado cresce

Apesar das dificuldades do mercado, a FortBrasil conseguiu crescimento de 41,3%
Comércio no Centro de Fortaleza
Comércio no Centro de Fortaleza

A pandemia mudou a performance do varejo, gerando consequências também no mercado de crédito. A FortBrasil, fintech cearense com atuação hoje em todo o Nordeste, Centro-Oeste, São Paulo e Distrito Federal, por exemplo, foi no ano passado do inferno ao céu. Depois de um primeiro semestre difícil com muitos dos seus principais clientes com lojas fechadas, a companhia registrou um aumento de 41,3% no volume de compras, entre os anos de 2019 e 2020, passando de R$ 991,4 milhões para R$ 1,4 bilhão de reais.

A fintech obteve, em 2020, a sua pior performance em 15 anos durante o primeiro semestre, alcançando logo em seguida o melhor desempenho na sua história. Para 2021, com todos os riscos do mercado brasileiro, a previsão é de chegar a R$ 2,6 bilhões em comercializações.

Em entrevista à coluna, José Pires Neto, diretor comercial e cofundador da FortBrasil, explica que houve uma aceleração forte do processo de digitalização, além do pagamento do auxílio emergencial, que ajudou a quase zerar a inadimplência nas classes C e D, e da parceria com a Mastercard, que contribuiu na ampliação da base de clientes.

Comércio

MIGRAÇÃO PARA PRODUTOS DO LAR

Com foco nas classes C e D, José Pires Neto conta que a fintech é voltada para o varejo. No caso dos supermercados, o grande desafio percebido tem sido a inflação, que dificulta o aumento do faturamento do setor. No caso da moda, ele explica que a área de roupas, calçados e cosméticos tem sofrido bastante, principalmente em função da falta de digitalização e da mudança no perfil do consumo.

Em compensação, as atividades de móveis, eletros, cama, mesa e banho ganharam mercado, sentindo os efeitos da migração do consumo. Diferente do ano passado, o executivo conta que os clientes continuam comprando mesmo com as lojas fechadas. "Estamos surpreendidos", acrescentou.

Nesse contexto, quem têm sofrido mais são as lojas tradicionais, que ainda não conseguiram adaptar os seus processos à nova realidade forçada pela pandemia.

Pix parcelado

NOVIDADES NOS PAGAMENTOS

O mercado financeiro tem criado novas soluções tecnológicas. Uma das novidades esperadas é o Pix programado. Como parte da população não tem recursos para o pagamento à vista, já há movimentações para a implantação dos parcelamentos.

Na avaliação de José Pires, uma das tendências é a personificação das ofertas, e o varejo tradicional terá de quebrar suas resistências para se adaptar.

contas de energia
Foto: OPOVO.DOC
contas de energia

Energia 

ANEEL ADIA VOTAÇÃO DE REAJUSTE

O reajuste na conta de energia só será anunciado amanhã. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a decisão. Ainda estão sendo analisados modelos que podem conter a escalada nos preços das tarifas de luz. No caso do Nordeste, a previsão supera os 17%, o que teria um impacto terrível na economia, combalida pelos efeitos da pandemia.

O presidente do Conselho de Consumidores da Enel Distribuição Ceará, Erildo Pontes, acredita que a agenda da direção da Aneel esteja cheia, já que a agência deixou para homologar amanhã o reajuste de oito distribuidoras, entre elas a Enel.

Ceará

LIDERANÇAS NA APIMEC BRASIL

Os economistas Célio Fernando e Ricardo Coimbra foram eleitos para o Conselho Diretor da Apimec Brasil. Dos 18 candidatos de todo o País, apenas os dois representaram o Nordeste. Célio Fernando foi o terceiro mais votado e Ricardo, o quinto com maior aprovação, apesar da concentração maior dos analistas no Sudeste. Diante do resultado, já há uma torcida para que Célio assuma a vice-presidência da Apimec Brasil.

 

CLIQUE AQUI PARA LER OUTROS TEXTOS DA COLUNISTA

Essa notícia foi relevante pra você?
Logo O POVO Mais