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O ontem e o hoje
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Espaço dos correspondentes escolares do Programa O POVO Educação 2021. O programa reúne 140 jovens estudantes do ensino fundamental das redes pública e privada de Fortaleza. Os correspondentes participam de oficinas nas quais aprendem a editar jornais, roteirizar podcasts e apresentar programas de rádio, entre outras atividades

O ontem e o hoje

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O passado e o presente

Distância longa ou curta

Lembrar daquele, refresca a mente

E deste, muito cuidado, em mão curta.

Tempo da bodega e não mercearia

Época do sossego e rara criminalidade

Entre as pessoas, aflorava alegria

Não se via, tamanha crueldade.

Era tempo do sermão e não homilia

A voz do padre, na missa dominical

Nas calçadas, sentavam-se as famílias

Não havia a intromissão do marginal.

Foi o tempo do cacimbão e não do poço

Tempo das peladas e pouco futebol

Das serenatas alegres e sem alvoroço

E nas carnaubeiras, o cantar do rouxinol.

Falava-se, carne de porco e não de suíno

Das praças zeladas e bem frequentadas

Vivia-se entre sérios e não entre vivaldinos

As casas eram livres e não de grades, cercadas.

Tempo em que as prefeituras recebiam cotas

Hoje, na malandragem, recebem as emendas

Com a corrupção levando o Brasil às costas

Tendo as extremas, como suas
infiéis prendas.

Foi o tempo em que a propaganda

Se resumia aos produtos comerciais

Hoje, a politicagem comanda

Propagandas de produtos eleitorais.

Tempo da légua e não do quilômetro

Das distâncias medidas,
nos arredores de Coreaú

Tempo do simples relógio e não do cronômetro

Andei muito a pé, as três léguas, de Coreaú ao Cunhassu.

Lembro de tudo e de todos

Da minha infância no meu Coreaú

Só em pescarias, usava-se engodos

E hoje, engodos outros, até lá no Cunhassu.

São coisas que o tempo levou!

Saudades!

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