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Inicia a Guerra do Golfo
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A história do Ceará e do mundo desde 1928, narrada pelas lentes do acervo de O POVO

Inicia a Guerra do Golfo

A Guerra do Golfo, iniciada em 16 de janeiro de 1991, ocorreu após o Iraque invadir o Kuwait, levando a ONU a autorizar o uso da força por meio do Conselho de Segurança.
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* desde 1928: As notícias reproduzidas

nesta seção obedecem à grafia da

época em que foram publicadas.

18 de janeiro de 1991

Mísseis do Iraque atingem Israel

Mísseis disparados pelo Iraque explodiram sobre Israel, agravando o conflito no Golfo Pérsico. As explosões na cidade de Tel Aviv foram ouvidas em pleno ar pelo canal de televisão ABC. Pouco antes, as autoridades de Israel haviam soado os alarmes e pedido à população que colocasse as máscaras contra gases. Posteriormente, a rede de televisão norte-americana NBC indicou que várias pessoas foram hospitalizadas em Tel Aviv com intoxicação química, depois do ataque com misseis contra a cidade. A ofensiva das forças comandadas por Saddam Hussein foi qualificada como "de envergadura" por autoridades do Pentágono. Os iraquianos também dispararam ontem contra alvos na Arábia Saudita.

Combustíveis: postos com novo horário

Durante reunião emergencial com todos os ministros e representantes dla Câmara e do Senado, o presidente Collor aprovou medidas para adequar o Pais à realidade criada com a guerra no Golfo. Uma das alterações é a mudança no horário de atendimento dos postos de combustíveis, que funcionarão de segunda a sábado até as 20 horas, tanto nas cidades como nas estradas. Nos domingos e feriados, não será permitido abastecimento.

Aliados atacam as plataformas dos iraquianos

A aviação das forças aliadas abriu ofensiva no inicio da madrugada de hoje contra as plataformas de mísseis utilizadas pelo Iraque para atingir Israel e Arábia Saudita, segundo informações de assessores da Casa Branca. O presidente George Bush está "'escandalizado e condena o ataque do Iraque a Israel", declarou o porta-voz do Governo norte-americano, Marlin Fitzwater.

Kadhafi alerta para riscos da Terceira Guerra

O Presidente da Líbia, Mouammar Kadhafi, fez ontem um apelo, através da TV americana, para um imediato cessar fogo no Golfo Pérsico, afirmando que o mundo corre o risco de entrar numa Terceira Guerra. O dirigente libio expressou sua preocupação de que a União Soviética possa intervir no conflito. "O bombardeio sobre Bagdá deve cessar imediatamente porque os povos da Europa e Estados Unidos estão pedindo isso nas ruas", disse Kadhafi

AM do POVO está acompanhando os acontecimentos

A Rádio AM do POVO está acompanhando intensamente, em nivel local, todos os fatos que ocorrem no teatro de guerra do Golfo Pérsico, com a participação de jornalistas locais e especialistas em relações internacionais. Ontem, compareceram aos microfones dois estrangeiros que estão em Fortaleza: o alemão Dieter Bruhl e o palestino Abdul Jawdat, que debateram os desdobramentos do conflito.

Editorial - O Golfo e as razões do mercado

As razões de Estado, tantas vezes invocadas pela diplomacia, sob as pressões irresistíveis do seu braço armado, nem sempre corresponderam, no passado, aos interesses econômicos ou aos caprichos das finanças e do mercado.

Causas santas, inspiradas pelo convencimento da Fé, alianças perseguidas por velhas linhagens nobiliárquicas e consumadas, afinal, por um oportuno matrimônio de conveniência, reclamações territoriais ou acertos de pendências imemoriais têm sido, no decorrer dos séculos, motivação propícia aos mais variados conflitos, causas dos mais sangrentos cenários de guerra, segundo os eloqüentes registros da História.

Esses tempos heróicos, aos quais não faltava até um certo espírito cavalheiresco, hoje fora de moda, parecem, contudo, esquecidos pela memória efêmera dos homens. A imagem do homo homini lupus lapidada por Plauto reflete, nestes dias tumultuosos vividos pela humanidade, os apelos incontidos das exigências avaras da pecúnia, do instinto elementar que dobra os homens às razões da fortuna e da riqueza.

Assistimos, atônitos, inconsoláveis por vermos frustradas as derradeiras esperanças de Paz, ao início das operações militares que contrapõem, num avassalador teatro de guerra, os grandes empórios do Primeiro Mundo aos seus fornecedores de energia. A precedência das expectativas de elevação dos ganhos e de redução das perdas, de compradores e vendedores, sobrepõe-se às razões humanitárias. A cotação do valor do barril de petróleo comanda, nesta luta de agitados monopólios, a estratégia das armas: é o mercado, afinal, que decidirá se teremos um conflito de curta duração ou se as ações de terra, mar e ar deverão prolongar-se, ainda que, venha sacrificar-se, por esses caminhos tortuosos da lógica do mercado, um número mais elevado de pessoas.

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