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Plínio Bortolotti integra do Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Desespero bate em Bolsonaro e na "terceira via"

Um indicativo dos problemas de Bolsonaro é que antigos apoiadores — os "liberais" e a Faria Lima — estão arranjando desculpas esfarrapadas para justificar o fato de terem levado um traste à Presidência da República.

O desespero bateu nas hostes bolsonarianas e os sinais são claros. O mesmo acontece com os loucos pela “terceira via”, que veem a candidatura de Sergio Moro patinando sem sair do lugar.

O presidente Jair Bolsonaro intensificou seus apelos à horda de seguidores fanáticos, com seu vomitório contra as instituições. Retomou os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e escolheu um novo inimigo de infância: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pauta de "costumes", ataques a gays, mulheres e preconceitos de todo o tipo e apelos religiosos, retomarão o centro de seu infeliz discurso.

Negacionistas
A maior prova que Bolsonaro resolveu — pelos menos nessa fase da campanha — falar somente para convertidos é a sua insistência em condenar (e contar mentiras sobre) a vacinação de crianças. Pesquisa do Datafolha mostra que 79% dos brasileiros são favoráveis a vaciná-las contra a Covid-19.

Mesmo assim, ele vai seguindo na cantilena macabra que a gangue negacionista gosta de vê-lo entoar.

De mal a pior
Na economia, o negócio vai de mal a pior, com crescimento previsto do Produto Interno Bruno (PIB), no máximo, de 0,5% neste ano.

Desemprego
O desemprego segue alto, a inflação foge do controle, e a palavra “carestia” — que andava sumida — voltou a fazer parte das conversas cotidianas. Milhares de brasileiros despencaram para a pobreza, outros tantos foram atirados à miséria.

Chave do cofre
Em uma tentativa de comprar popularidade, Bolsonaro tirou a chave do cofre da mão de Paulo Guedes e a entregou ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. O ministro da Economia vai aceitar mais essa humilhação? Vai resistir? Ou vai tomar coragem para pedir o chapéu?

Centrão
Com o cofre escancarado o Centrão vai liberar dinheiro a torto e a direito na tentativa de reanimar a candidatura de Bolsonaro, que cai pelas tabelas. Mas parece que o negócio chegou àquele ponto em que será difícil retirar da UTI a popularidade do governo.

Faria Lima
Um indicativo dos problemas de Bolsonaro é que antigos apoiadores — os “liberais” e a Faria Lima — estão arranjando desculpas esfarrapadas para justificar o fato de terem levado um traste à Presidência da República.

A principal é buscar o culpado de sempre: o PT. Dizem que “não havia alternativa” entre os “dois extremos”, justificativa patética para enganar incautos.

Lula
Mas, para piorar (para Bolsonaro e sua turma), todas as pesquisas indicam que Lula ganharia um segundo turno das eleições presidenciais contra qualquer candidato. Outras consultas o apontam como vencedor no primeiro turno.

Desespero
Por isso, os caras estão desesperados atrás da “terceira via”, mas parece que Sergio Moro, o ungido, queimou a largada. Patina nos 9% e segue falando platitudes e bobagens, esbanjando o carisma de uma porta. No fim, é bem capaz que voltem a abraçar Bolsonaro, já deixando pré-escrita uma cartinha de arrependimento.

Golpe
Bolsonaro, por sua vez, perdendo nas urnas, tentará repetir no Brasil o golpe (fracassado) liderado por Trump nos Estados Unidos, depois de ser fragorosamente derrotado por Joe Biden.

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