Plínio Bortolotti integra do Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
A paixão da extrema direita brasileira por Musk é ridícula. Chegou ao ponto de uns manés aprovarem em uma comissão da Câmara dos Deputados "moção de louvor" ao rapaz. Os patrioteiros curvam-se aos caprichos de uma empresa estrangeira. Um lembrete: quem muito se abaixa…
É comovente a submissão de alguns "patriotas" ao bilionário Elon Musk, cujo deus é o bezerro de ouro. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) expressou em um post no X sua "gratidão" ao rapaz sul-africano, com muito dinheiro no banco, e com apoiadores importantes, perdidos nesta Ilha de Vera Cruz.
Para o senador novista, seu mais novo ídolo teve “a coragem de fazer o que o Congresso brasileiro não fez". Ou seja, pedir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Girão, assim como Bolsonaro, quer se vingar pelo fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter agido para evitar que as eleições presidenciais fossem fraudadas, frustrando um golpe em andamento.
Girão conclamou "a todo cidadão de bem” a participar de uma mobilização “respeitosa” a favor do “equilíbrio dos poderes e da volta de nossa democracia". Ele acredita, mesmo, que estamos em uma ditadura, talvez por não ter vivido em uma, como adulto, para saber como a banda toca. (A não ser que aderisse. Será?)
Como não poderia deixar de ser, a família Bolsonaro também saiu em defesa do pobre milionário, à frente o chefão, que chamou Musk de "mito da nossa (dele) liberdade". O senador Flávio, entrevistado no programa Roda Viva da TV Cultura, passou pano para Musk e criticou Moraes.
Só lembrando ao sr. Jair que o "mito da liberdade" fica pianinho com o bloqueio do X pela ditadura comunista chinesa. (Ele tem negócios da China por lá.)
O campeão libertário também se calou quando um usuário do X, na Arábia Saudita, um professor aposentado foi condenado à morte por escrever na rede palavras que desagradaram o "príncipe coroado". A arábia é dirigida por Mohammad bin Salman, acusado de mandar esquartejar um jornalista. (Bolsonaro tem negócio de joias por lá.)
Além de tudo, o indigitado é um liberal de fancaria, pois sua empresa de carroças elétricas, a Tesla, recebeu bilhões em subsídios do governo americano
A paixão da extrema direita brasileira por Musk é ridícula. Chegou ao ponto de uns manés aprovarem em uma comissão da Câmara dos Deputados “moção de louvor” ao rapaz. Os patrioteiros curvam-se aos caprichos de uma empresa estrangeira. Logo, quem está a favor de Musk e sua pantomima libertária, está contra o Brasil. Um lembrete: quem muito se abaixa…
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