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Flávio Bolsonaro tenta conter racha na direita
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Plínio Bortolotti integra o Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Flávio Bolsonaro tenta conter racha na direita

Pela dificuldade que Jair Bolsonaro tem agora de coordenar as ações políticas, o ambiente tende a ficar cada vez mais tenso nas hostes da direita/extrema
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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Está cada vez mais evidente o racha na direita/extrema depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi ungido a pré-candidato a presidente da República por Jair Bolsonaro (PL).

O Centrão preferia o nome do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve de enfiar a viola no saco, pois a vontade de Bolsonaro equivale a um decreto.

Tarcísio, que nunca foi do agrado dos filhos de Bolsonaro, especialmente de Eduardo, está sendo questionado até para representar a família Bolsonaro como candidato à reeleição ao governo de São Paulo.

Segundo o jornal O Globo, o diretório paulista do Progressistas registra um “crescente descontentamento” entre os prefeitos do partido com Tarcísio de Freitas. Os administradores municipais reclamam mais “atenção” do governo de São Paulo. Os parlamentares do Progressistas também estariam descontentes com a “dificuldade de comunicação” com o governador. Diante disso, a legenda estaria cogitando apresentar um nome alternativo para concorrer ao governo paulista.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, foi responsável por instalar um clima de discórdia entre aliados. Ele implementou uma política temerária, a partir dos Estados Unidos, que prejudicava os interesses do Brasil. Essa atitude custou caro ao Centrão e ao próprio PL, que não tinham como justificar o comportamento do ex-deputado. Um pouco mais quieto agora, ele é sempre uma bomba pronta a explodir.

A confusão aumentou nas hostes da extrema direita, após a primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, ter postado em uma rede social: “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido”, recebendo uma “curtida” do governador. Afora o ridículo de achar que um país equivale a uma empresa, bolsonaristas “raiz” interpretaram a postagem como um desafio à candidatura de Flávio.

Na sequência, Tarcísio fez juras de amor à candidatura de Flávio, dizendo que seu objetivo é reeleger-se governador de São Paulo. Flávio, por sua vez, em desesperada tentativa de conseguir um cessar-fogo no seu próprio campo, divulgou um vídeo em que, contrito, pede a unidade da direita para derrotar o “partido das trevas”. Mas, pelo ponto a que se chegou, será preciso mais do que um vídeo choroso para conseguir unidade em torno do nome dele, pois é disso que se trata.

Pela dificuldade que Bolsonaro tem agora de coordenar as ações políticas, o ambiente tende a ficar cada vez mais tenso nas hostes da direita/extrema.

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