Plínio Bortolotti integra o Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Presidente Donald Trump
Somente com engajamento dos americanos será possível parar a política internacional destrutiva e a brutalidade do governo de Donald Trump contra seu próprio povo.
O enfraquecimento do apoio interno ao governo é o fantasma que persegue Trump, pois ele vê a desaprovação ao seu governo aumentar consistentemente.
Pesquisa do New York Time / Siena College, divulgado este mês, mostra o seguinte quadro: 40% aprovam o desempenho de Trump; 56% desaprovam.
Quanto à percepção sobre o país: 49% dizem que os EUA pioraram com Trump; 32% afirmam que o país está melhor; 17% respondem que está igual.
Sobre o trabalho da polícia de imigração: 63% desaprovam o trabalho do ICE.
Observe-se que, da mesma forma que acontece com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump mantem índices importantes de apoio, mas não consegue “furar a bolha” dos extremistas fanáticos.
Enquanto isso, os indecisos começam a se horrorizar com os disparates comportamentais e políticos de Trump, inflando sua desaprovação.
Ao mesmo tempo, crescem as manifestações contra a violenta política de caça aos imigrantes encabeçada por Trump e levada a cabo pela mascarada polícia de imigração, conhecida pela sigla ICE.
Nem crianças escapam das brutais investidas milicianas do ICE, que já resultaram na morte de pelo menos quatro civis, entre elas uma americana baleada a sangue frio e um homem acusado falsamente de confrontar os agentes com uma arma. Além desses crimes, cerca de 30 pessoas morreram sob a custódia do Estado em centros de detenção do ICE.
A reação popular tem deixado Trump assustado, ao ponto de ele fazer um alerta ao Partido Republicano sobre a necessidade da sigla vencer as eleições parlamentares deste ano. Se os democratas obtiverem maioria no Congresso, ele teme sofrer um impeachment.
As ruas, mais do que os líderes europeus, estão ensinando a Trump que ele pode muito, mas não pode tudo.
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