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O frescor de um jornal quase centenário
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Renato Abê é jornalista, escritor e especialista em jornalismo cultural com pós-graduação em artes cênicas

Renato Abê arte e cultura

O frescor de um jornal quase centenário

A caminho dos 100 anos, O POVO tem, entre tantos prêmios nacionais e internacionais, este outro troféu: a formação de jornalistas que estão preparados para os mais variados modos de fazer comunicação
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Lá em 1928, quando Demócrito Rocha fundou o O POVO, um novo ciclo se iniciou para a comunicação cearense. Quase 100 anos se passaram e o impacto do periódico sonhado pelo jornalista e escritor apaixonado por educação segue se renovando por meio dos profissionais que constroem este espaço plural e democrático.

Neste percurso, ao longo das décadas, os meios de produção e consumo de notícias foram radicalmente transformados. Muitas ferramentas surgiram, novas mídias despontaram, novos critérios de noticiabilidade se impuseram e revoluções mil marcaram o jornalismo.

No recorte do O POVO, porém, a educação seguiu sendo uma das bandeiras e, nessa seara, uma iniciativa vem marcando importantes gerações de comunicadores: o curso Novos Talentos. Realizado em parceria com a Fundação Demócrito Rocha (FDR), a iniciativa já formou 35 turmas de estudantes de jornalismo.

Foco nos Novos Talentos ao falar do aniversário de 98 anos do O POVO, porque é um projeto fundamental na minha trajetória profissional. Lá em outubro de 2012, dava meu primeiro passo na Redação como aluno do projeto e, desde então, minha visão sobre a produção jornalística nunca mais foi a mesma.

Compus a 12ª turma e passeei por três editorias durante o curso: Cidades, Política e Vida&Arte. Costurar essas três dimensões do noticiar numa mesma experiência me permitiu entender as intersecções entre elas e busca justamente conectar tudo isso de maneira coesa por meio de técnicas de apuração – também aprendidas durante a formação.

Nos moldes de trainee de outros grandes jornais, o Novos Talentos mescla aulas práticas (de Redação e Método Jornalístico, por exemplo) com o mão na massa de escrever para as editorias, acompanhar repórteres já experientes, trocar direto com os editores e tudo mais.

Mais do que simplesmente estagiar numa área específica, o aluno consegue mapear o funcionamento de toda a estrutura da Redação e, assim, conseguir ter uma visão ampla dos mecanismos específicos do impresso, do digital, da rádio, do audiovisual e de todas os demais setores.

Os “NTs” são esse frescor que o ambiente corrido de um grande veículo precisa e tem sido muito interessante perceber a diversidade de perfis que vêm passando pelo projeto de 2012 até aqui. O curso foi ganhando alunos cada vez mais diversos, que remontam a diferentes experiências de vida, tornando a troca cada vez mais rica.

A caminho dos 100 anos, O POVO tem, entre tantos prêmios nacionais e internacionais, este outro troféu: a formação de jornalistas que estão preparados para os mais variados modos de fazer comunicação. A educação, tão presente desde a ideia do jornal lá nos anos 1920, segue protagonista em 2026.

Foto do Renato Abê

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