Pastor sênior da Seven Church, doutor em Psicologia Clínica. Embaixador cristão da Coreia do Sul da Oração da Madrugada
Pastor sênior da Seven Church, doutor em Psicologia Clínica. Embaixador cristão da Coreia do Sul da Oração da Madrugada
Há muitos anos, um pastor batista, grande amigo de meu pai, foi parado em uma blitz em uma de nossas estradas. O oficial o abordou com educação e disse: "Se for autoridade, por favor, identifique-se."
O amigo de meu pai respondeu com apenas uma palavra: ministro. O oficial prontamente pediu desculpas, abriu a barreira policial e liberou o veículo sem analisar um único documento. Ele não mentiu: no cadastro oficial de profissões, pastor é registrado como Ministro do Evangelho.
No entanto, quantas vezes presenciamos situações bem diferentes? Pessoas que, por serem parentes de autoridades, agem com grosseria ao serem abordadas e recorrem à famosa "carteirada".
Ao examinarmos os acontecimentos recentes em nossa nação, percebemos o quanto esse comportamento é pueril e até infantil. O que vemos é a banalização do poder de influência: juízes das mais altas cortes assistem aos ganhos de parentes diretos se multiplicarem da noite para o dia.
Um juiz julgar uma causa na qual atua um escritório de advocacia ligado à sua própria família é, no mínimo, imoral. A ética parece ter sido sepultada, e o devido processo legal encontra-se profundamente maculado.
É como um jogo de cartas marcadas, em que a questão não é se a parte familiar vencerá, mas apenas quando. Um dos participantes do processo já perdeu por antecipação, ainda que o teatro de um julgamento seja cuidadosamente encenado.
Lembro-me de um tempo em que havia orgulho nas autoridades do Judiciário. Desconfiávamos do Executivo e do Legislativo, mas o Judiciário era visto quase como sagrado. Muitos jovens sonhavam com carreiras honrosas como advogados, promotores e juízes.
Hoje, conheço pessoas que já não alimentam esse sonho. Sabem que, para alcançar sucesso, teriam de "vender a alma para o diabo", comprometendo valores e princípios. Como foi possível destruir, em tão pouco tempo, a confiança pública a níveis tão inaceitáveis?
Talvez um caminho de retorno seja a ampliação da transparência.
Retorno, por fim, às palavras milenares de Jesus Cristo:
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
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