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Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC, é especialista nas áreas de História da Arquitetura e do Urbanismo, Teoria de Arquitetura e Urbanismo, Projeto de Arquitetura e Urbanismo e Patrimônio Cultural Edificado. Escreve para o Vida & Arte desde 2012.

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Romeu Duarte: "As forças militares estadunidenses invadiram a Venezuela por terra, mar e ar, mandando bala e despejando bombas, além de terem sequestrado Nicolás Maduro"
Tipo Crônica
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Presidente Donald Trump  (Foto: Reprodução/Youtube The White House)
Foto: Reprodução/Youtube The White House Presidente Donald Trump

Pelo jeitão da coisa, 2026 vai ser um ano trepidante, com montanhas-russas de emoções e amplo consumo de valium, dienpax, imosec e outros remédios tarja-preta por parte dos mais fracos. Para os que se cansarem de tanta correria e nervos à flor da pele, um bálsamo: dos dez feriados nacionais, nove cairão em dias úteis, gerando os mui famosos 'imprensados", pais dos feriadões. Isso sem se falar dos dias de dolce far niente cearenses e fortalezenses, que completarão a agenda de rede, cachacinha e pé na parede. Portanto, se o bicho vai pegar, teremos sombra e água fresca de sobra. Lazer? Ócio? Vagabundagem mesmo, que ninguém é de ferro. Para quem, como eu, pensa em se aposentar, já é um estímulo e tanto. Gentilândia, Joaquim Távora e Barra do Ceará, me aguardem!

Para quem gosta de atividades esportivas, será um ano para passar assistindo à TV. Será realizada a Copa do Mundo Fifa, com 48 seleções, 104 jogos e três sedes, Canadá, EUA e México. Fico pensando se o angu não vai engrossar por conta das atuais tensas relações entre estes três países, construídas pelo agente laranja no seu afã de anexar territórios e submeter povos ao seu talante. Para quem gosta de sofrer, Ceará e Fortaleza disputarão o Manjadinho, a Lampions League, a Copa do Brasil e o calvário da Série B do Brasileirão. De quebra, teremos também os Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, mais precisamente em Milão e Cortina D'Ampezzo, geladíssimo aquecimento para a Olimpíada de Los Angeles em 2028. Será um olho no peixe do trabalho e o outro no gato da bola...

Todavia, iniciei esta crônica falando de antidepressivos, calmantes e outros fármacos que socorrem os débeis de alma, cabeça e coração. Outro evento de rachar o quengo também se anuncia: as eleições para presidente, governador, senador e deputados. Ainda estava com a fatia do peru na boca quando vi o mimimito-réu sair do hospital e ir para a sua cela na PF. Na mesma toada, presenciei seu assessor pegar uma preventiva por ter usado indevidamente uma rede social. Por fim, mas não menos, flagrei o bananinha tendo o mandato cassado, virando réu por coação e intimado a voltar ao Brasil para reassumir seu posto de escrivão na PF. Chegando em solo pátrio, já se sabe o que vai acontecer com ele. Como diz o doido, o mundo não gira, capota...

Porém, o sábado nos trouxe o tom tragicômico deste ano maluco. Inspirado na tal Doutrina Monroe ["A América para os (norte) americanos"], as forças militares estadunidenses invadiram a Venezuela por terra, mar e ar, mandando bala e despejando bombas, além de terem sequestrado Nicolás Maduro. Muito boa essa: o mandatário venezuelano é "autocrata" enquanto o agente laranja é "presidente". À frente de um império decadente, mira as riquezas dos países para extorqui-los em vez de resolver os problemas agudos da Terra do Tio Sam. Inventa um inimigo, tal como na fábula do lobo e do cordeiro, para justificar um direito que não possui. Enquanto isso, ONU calada, Europa lascada, China, Irã e Rússia de binóculos, Brasil atento. Tudo pode acontecer, caros, inclusive nada.

 


Foto do Romeu Duarte

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