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Rossandro Klinjey é palestrante, escritor e psicólogo clínico. Autor vários de livros, é consultor em temas relacionado a comportamento, educação e família, além de colunista da Rádio CBN. Foi professor universitário por mais de dez anos, quando passou a se dedicar à atividade de palestrante

Rossandro Klinjey comportamento

A comparação como elemento de formação

Tipo Opinião

É muito natural, na sociedade na qual nos encontramos, que a gente use a comparação como elemento de formação para o caráter e da personalidade.
A gente se compara com irmãos, com irmãs, primos, primas, imitamos os nossos pais, até que a gente adquire uma forma pessoal e particular de ser.
Até aí, tudo bem. Vamos dizer que a gente se inspira nessas pessoas. O problema é quando nos comparamos demais com as pessoas, criando um círculo vicioso em que nunca olhamos para nós mesmos.
Com as redes sociais, a comparação ganha um status de quase loucura, onde vemos uma profunda onda de infelicidade.
Mas há motivos claros para que você deixe de se comparar. Primeiro, o mais óbvio; você é resultado do seu esforço, e não do outro. Quando você se compara, vê apenas o resultado do outro, mas não vê o esforço que o outro, ou o que a outra pessoa fez.
Assim, toda vez que nos comparamos, nós diminuímos a potência da nossa capacidade de agir, simplesmente porque não podemos mudar o que o outro fez, ou o que o outro é. Mas podemos mudar o que nós somos e o que nós fazemos.
Ao mesmo tempo temos que levar em consideração que se comparar faz com que você gaste muito tempo analisando a vida de outras pessoas, e não investindo na sua vida.
A comparação também acaba com sua alegria. Vamos supor, por exemplo, que você sonhe comprar um carro popular. Fez um esforço grande, batalhou e conseguiu. Parou num sinal e viu que alguém está com um carro muito melhor que o seu.
Sua felicidade, sua conquista vai por água abaixo, porque você deixa de valorizar o seu esforço para se comparar com o dos outros.
E, finalmente, quando a gente se compara, a gente coloca em foco a pessoa errada. Coloca o outro, e não você.
Então, se compare com você mesmo. Se compare com quem você é, em relação a quem você foi. Se compare com a velocidade que você consegue conquistar as coisas hoje na vida com a velocidade que você tinha no passado.
Compare sua própria trajetória e você perceberá que está traçando o seu caminho.

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