Sérgio Redes
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O ex-jogador Sérgio Redes, ou

Crônica

Brasileirão se avizinha da "Rodada de Fogo"

O Ceará deu folga a maioria dos seus jogadores titulares. Não acho que ao fazer isso tenha desprezado as possibilidades de classificação para a Copa Sul-Americana. Seus adversários, Coritiba e Botafogo, foram rebaixados e comenta-se que os jogos serão fáceis.

Essa desclassificação que os faz entrar em campo aparentemente para cumprir tabela é uma das armadilhas do futebol. Escalam jogadores das divisões de base e outros que passaram o ano na reserva. Comum a todos eles uma vontade enorme de vencer.

Disputam a partida como se fosse um caso de vida ou morte. O futebol é pleno daquelas histórias que determinado jogador não dava certo e estava para ser mandado embora. E aí teve aquela última partida onde se saiu muito bem e está no clube até hoje.

Portanto, o Ceará vai encontrar osso duro de roer. Esta vaga que ele tenta conquistar na Copa Sul-Americana ainda não está assegurada. O Vovô precisa pontuar e, caso não consiga, pode depender de outros resultados para se classificar.

O Fortaleza vai com a força máxima para cima do Bahia. Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém. O exemplo do Ceará, que com duas vitórias consecutivas achava que ia disputar a Libertadores, deve ter inspirado o Leão, que com duas vitórias entendeu que ia massacrar o Palmeiras.

O Palmeiras tinha feito um péssimo Mundial de Clubes. Jogou 195 minutos e não fez um gol. Para culminar, pegaria um voo de 24 horas do Japão até Guarulhos. Chegariam cansados e derrotados. A prática se deu ao contrário. O Leão não viu a cor da bola.

Essa derrota quebrou um pouco o otimismo que tinha tomado conta do Fortaleza após as vitórias sobre Coritiba e Vasco, a ponto de torcedores tricolores começarem a fazer contas do tipo "se for empate, pode ser um bom resultado por isso, por aquilo".

Três pontos atrás do Leão, quem precisa da vitória é o Bahia. E o Fortaleza, espera ou vai para cima? O jogo promete. Vou gravá-lo! Depois do jogo, controle remoto nas mãos, play, pause, rewind, revejo os lances. Se não estivéssemos na pandemia, teríamos gente pendurada até nos refletores do Castelão.

 

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