Sérgio Redes
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O ex-jogador Sérgio Redes, ou

NOTÍCIA

Os alvinegros, em curto-circuito, não conseguem se livrar da má fase

Em tempos de má fase, parece que o fio eletrificado do Ceará em 2020 está dando curto e nada dá certo. Eis, então, nova derrota para o Bahia
Ceará mais uma vez tropeçou no Bahia
Ceará mais uma vez tropeçou no Bahia

Inverteram-se os papéis. O freguês agora é o Ceará. Lembro que fomos jogar algumas vezes na Fonte Nova pelo Alvinegro e, quando descíamos do ônibus que nos levava ao hotel, éramos chamados de "Seu 7". A alusão se referia a uma vitória em 1972 de 7 a 2 sobre o Vitória-BA.

E pensar que a derrota na partida decisiva da Copa do Nordeste, contra o próprio Bahia, deu o pontapé para esse momento ruim. O Ceará venceu o primeiro jogo por 1 a 0 e perdeu o segundo jogo no Castelão por 2 a 1. A decisão foi para os pênaltis e o Bahia foi o campeão.

Depois do jogo, o pau comeu. Dizem que o Nino Paraíba — jogador do Bahia — invadiu o campo e ofendeu os jogadores do Ceará. A realidade é que Gabriel Dias, Jael e o colombiano Mendoza brigaram de verdade. Os outros ficaram acalmando. O Tribunal suspendeu os três.

Pegou mal! Porque o Bahia já tinha perdido duas decisões para o Ceará dentro de Salvador e não teve confusão. De lá para cá, as vitórias rarearam. Uma contra o Grêmio e mais nada. O jogo de ontem até que começou bem. A constante movimentação dos alvinegros iludia a marcação do Bahia.

Num rápido contra-ataque, Saulo Mineiro desvencilhou-se de Luiz Otávio, disparou com velocidade e finalizou com precisão. Um a zero, o gosto de vitória tomando conta dos alvinegros, o Guto Ferreira expressou um sorriso e as bruxas pareciam ter partido.

Com a vantagem no placar, o Ceará ficou à vontade para aplicar a estratégia do ano passado, que lhe rendeu resultados. O contra-ataque! E as bruxas pousaram. De novo. Uma falta contra o Ceará na intermediária. O batedor se encaminha para a bola e cruza para á área.

Gabriel Dias, morrendo de medo, imagina que essa bola cruzada vai chegar com precisão na cabeça do zagueiro do Bahia e resolve agarrá-lo. O árbitro não viu, mas o VAR viu. Pênalti contra o Ceará; 1 a 1. Quatro minutos depois o Bahia fez o segundo gol.

No segundo tempo não teve jogo, o Bahia tirou seus atacantes e colocou defensores. O Ceará vive um mau momento! Aquele fio eletrificado que ligava os alvinegros parece ter sido desligado. Algo não funciona. O fio que está ligado provoca curtos-circuitos.

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