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Lazer como direito
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É secretária dos Direitos Humanos do Ceará. Soma quase 60 anos de atuação no serviço público, dos quais 48 anos foram dedicados ao Ministério Público do Ceará (MPCE), onde foi procuradora-geral da Justiça por cinco mandatos, além de ter tido outras passagens importantes pelo Poder Executivo estadual

Lazer como direito

.Falar de lazer acessível é reconhecer a necessidade de que todos os segmentos da população possam ocupar os espaços da cidade, participar das atividades culturais, frequentar parques, praças, cinemas, centros esportivos e eventos públicos
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FORTALEZA, CEARÁ,  BRASIL- 27.09.2025: Luís Galvão 
40. A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) realiza neste sábado (27/9), às 9h, na Praia de Iracema, um passeio dos beneficiários do Cartão Gratuidade à Praia em parceria com o projeto Praia Acessível, do Governo do Ceará em parceria com a Secretaria do Turismo da Prefeitura Municipal de Fortaleza.(Daniel Galber/Especial para O POVO) (Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO)
Foto: DANIEL GALBER/ESPECIAL PARA O POVO FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL- 27.09.2025: Luís Galvão 40. A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) realiza neste sábado (27/9), às 9h, na Praia de Iracema, um passeio dos beneficiários do Cartão Gratuidade à Praia em parceria com o projeto Praia Acessível, do Governo do Ceará em parceria com a Secretaria do Turismo da Prefeitura Municipal de Fortaleza.(Daniel Galber/Especial para O POVO)

Janeiro é mês de alta temporada para o turismo, de férias escolares e universitárias, um período tradicionalmente associado ao descanso e, consequentemente, ao lazer. Nesse momento, a população local e os turistas buscam opções de entretenimento e diversão, ocupando praias, salas de cinema, praças e outros espaços da cidade. Nesse contexto, torna-se essencial pensar e reforçar o lazer acessível como um direito de todas as pessoas.

O lazer acessível garante que todos possam participar da vida social e cultural em igualdade de condições. Por meio dele, a inclusão também se concretiza nos espaços recreativos. Esse direito está assegurado na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI - Lei nº 13.146/2015), que prevê a participação das pessoas com deficiência em atividades culturais, esportivas e de lazer, com acessibilidade nos espaços, serviços e conteúdos.

O Ceará vem se transformando, ao longo dos anos, em um estado cada vez mais humano, e isso se reflete também nesse processo de inclusão. O projeto Praia Acessível, da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará (Sedih), é um exemplo concreto desse avanço. Com cinco estações atualmente em funcionamento, contemplando diferentes municípios do litoral, a iniciativa possibilita que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida usufruam do banho de mar adaptado, ampliando o acesso a um dos principais símbolos do lazer no estado.

Esse projeto, assim como a disponibilização de recursos como Libras e audiodescrição nas salas do Cinema Dragão do Mar, ou a interpretação para pessoas surdas nos shows realizados nos diversos equipamentos da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), são expressões práticas da LBI em ação no cotidiano.

Falar de lazer acessível é, portanto, reconhecer a necessidade de que todos os segmentos da população possam ocupar os espaços da cidade, participar das atividades culturais, frequentar parques, praças, cinemas, centros esportivos e eventos públicos. Iniciativas como as Casas da Juventude Cearense e as Praças Mais Infância, que promovem ações voltadas a públicos específicos com acessibilidade e fortalecimento comunitário, também integram esse movimento de ampliação de direitos.

Tudo isso é sobre reconhecer que descanso, cultura, convivência e diversão não são privilégios, mas dimensões fundamentais da dignidade humana.

Foto do Socorro França

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