
Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza
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A defesa que o senador Cid Gomes (PSB) fez do deputado federal Júnior Mano (PSB) causou constrangimento entre aliados do governador Elmano de Freitas (PT), exatamente num momento em que o Abolição trabalhava para se distanciar de uma crise com potencial para explodir às portas da eleição. Para membros da base, há dois erros do ex-governador.
Primeiro, arrastar o caso para dentro da Assembleia, mobilizando uma secretária de Estado (Lia Gomes) e o presidente da Alece, Romeu Aldigueri. Segundo, os termos da argumentação de Cid mais atrapalhariam Mano do que ajudariam, seja porque não logrou convencer sequer os parlamentares presentes, seja porque tentou deslocar o debate para um âmbito do qual Mano não se favorece, com afronta ao STF.
Para interlocutores, a saída mais adequada teria sido deixar a poeira assentar antes de qualquer manifestação. Não foi o que aconteceu. Cid dobrou aposta ao defender Mano, atraindo holofotes e pondo a PF sob suspeição.
Outra ala, porém, entende que Cid não poderia deixar de se pronunciar. Por um motivo: o número de prefeitos eleitos pelo PSB "cidista" em 2024 teria relação com as estratégias de Mano para ampliar seus apoios nos municípios.
Figura central na denúncia ao MPCE do suposto desvio de emendas sob apuração da polícia, a ex-prefeita de Canindé, Rozário Ximenes (Republicanos), rebateu acusações de Cid. Para ela, o senador é "agressivo" e "misógino".
Ainda conforme a ex-gestora, Cid "usou a Casa do Povo (Alece), que é muito respeitada por esse presidente, para defender um pau mandado do senhor" - numa referência ao deputado Júnior Mano, seu desafeto político.
O ex-deputado federal Capitão Wagner abriu as portas do União para o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT). De acordo com o dirigente, a filiação do pedetista à sigla seria "fortalecimento para o partido" no país.
Cortejado tanto por UB quanto pelo PSDB de Tasso Jereissati, Ciro ainda não decidiu se permanece no PDT ou se muda de legenda, de olho na disputa do ano que vem. A tendência hoje é de que migre para o ninho tucano em terra cearense.
Ex-reitor da UFC, Cândido Albuquerque procurou a coluna para afirmar que há decisão do desembargador Vladimir Souza Carvalho, do TRF5, determinando, desde fevereiro, retirada de fotografia antes exposta no Espaço Cultural Bergson Gurjão.
Na imagem, alusiva à história do movimento estudantil da UFC, lia-se: "Fora, Cândido". Para o ex-reitor, "o cartaz foi retirado em fevereiro e essa decisão da juíza só teria eficácia se fosse confirmada pelo TRF5, o que é improvável".
O professor de Direito se refere à sentença proferida em julho pela 6ª Vara Federal da Justiça em favor de Custódio e da UFC. A decisão foi comemorada pelo atual reitor como "uma vitória da democracia" e do movimento estudantil.
Caso Curió: às vésperas dos novos júris, marcados para 25/8 e 22/9, o procurador-geral de Justiça do Ceará, Haley Carvalho, articulou agenda entre representantes de entidades de direitos humanos e familiares de vítimas da chacina do Curió. Segundo Carvalho, o MPCE está empenhado em garantir uma resposta à sociedade.
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