Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza
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A corrida pelo Senado no Ceará é um problema político tanto para a base quanto para a oposição. Do lado governista, sobram pretendentes e faltam cadeiras, que serão apenas duas neste ano. À meia dúzia de nomes que já frequentava as listas desde meados do ano passado, soma-se agora o da deputada federal Luizianne Lins (PT). Em conversa com a coluna, a ex-prefeita admitiu intenção de pleitear vaga na Câmara Alta. Além da petista, estão no páreo o correligionário José Guimarães, líder do governo Lula, e os também deputados Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB). Correndo por fora, aparecem Chiquinho Feitosa (Republicanos) e Domingos Filho (PSD). O mais cotado, porém, é Cid Gomes (PSB), cuja reeleição vem sendo descartada (por ele mesmo).
Em contato com a coluna ainda em dezembro, Júnior Mano negou que tivesse desistido de concorrer ao Senado. "Não abri mão (da vaga). Estou à disposição do projeto e alinhado, em diálogo constante com o senador Cid", disse.
A postulação do deputado já foi mais sólida, porém. As sucessivas fases da operação que investiga esquema de desvio de emendas acabaram por reduzir drasticamente as chances de o parlamentar se viabilizar para o lugar de Cid.
A oposição, por seu turno, não navega em céu de brigadeiro. A possibilidade de que Capitão Wagner (União Brasil) dispute um assento no Senado tem potencial para abrir uma crise com o PL de André Fernandes, dirigente estadual.
Logo no início das costuras nesse campo anti-PT, Fernandes impôs uma condição para a aliança: que o seu pai, o deputado Alcides Fernandes, seria candidato a senador sem que a segunda vaga na chapa fosse preenchida.
Para o governismo, o risco é de que, ao rifar Mano da chapa, o bloco camilista provoque ruído no arranjo que já se organizou em torno da divisão de votos, afetando candidaturas consolidadas, tal como a de Acilon Gonçalves.
Entre opositores, o "bode na sala" é a dificuldade de entendimento com o PL e Fernandes, que saiu empoderado das eleições de 2024 e agora se sente à vontade para negociar apoios que o beneficiem política e pessoalmente.
Com 4 indicações, "O agente secreto" é o Brasil no Oscar. O filme de Kleber Mendonça Filho representa duplamente o país na cerimônia norte-americana: como produto audiovisual e como esforço interpretativo da cultura, uma síntese entre local e global.
A euforia da torcida nacional já sinaliza que, para nós, o cinema equivale ao futebol nesse papel de traduzir os modos e as demandas de um povo. "O agente secreto" cumpre bem essa tarefa de reposicionar o Brasil no mundo no pós-2022.
Já sobre a seleção de futebol, melhor não falar. Mas, como é ano de Copa e de eleições presidenciais, é natural que os assuntos se imponham, às vezes embaralhados. A conclusão: 2026 é de fato um prato cheio para as paixões.
Cresce a avaliação dentro do PT de que a titular da Secretaria da Cultura de Fortaleza (Secultfor), Helena Barbosa, seria nome interessante para concorrer às eleições, seja já agora em 2026, como deputada estadual, ou dentro de dois anos, para a Câmara de Vereadores da capital cearense.
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