Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza
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Resumo
A parlamentar vê cenário favorável para candidatura de esquerda.
Saída do PT pode romper com grupo político aliado ao governo Elmano de Freitas.
Conversas com a direção da Rede estão em andamento.
A deputada federal Luizianne Lins (PT) vem considerando se filiar à Rede para concorrer ao Senado no ano que vem. A quem lhe pergunte, ela tem manifestado otimismo com a possibilidade, mas também ponderado empecilhos. Entre as motivações, está sobretudo o horizonte favorável no qual seu nome se apresentaria, isto é, a perspectiva de figurar como candidata à esquerda numa conjuntura predominantemente masculina – e de viés conservador. Assim, a aposta é que, pelo seu perfil, a ainda petista reuniria condições para fisgar uma das duas vagas na Câmara Alta neste ano (ao menos é o que as pesquisas sugerem). Conforme projeções, a parlamentar colheria votos num espectro mais amplo do eleitorado, e não somente na base que já a vê como postulante.
Mas há complicadores para a saída de Luizianne do PT. Um deles, e talvez o principal, é o fato de que parcela do seu grupo hoje orbita a gestão Elmano de Freitas. Uma desfiliação significaria rompimento com o Governo?
Se a resposta for sim, então a deputada iria pensar duas vezes antes de decidir pela entrada na Rede. Menos por ela, cujo entendimento é de que seus espaços no PT se estreitaram, do que pelo entorno que a acompanha já.
Ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne tem mantido tratativas com a direção da Rede sobre como seria na hipótese de optar por deixar o PT para ingressar na nova legenda, que é federada ao Psol. Por ora, não há nada certo pela frente.
Caso as conversações avancem, porém, a tendência seria de que LL assumisse o comando da Rede, e não do Psol. A ideia é que as duas forças partidárias convergissem para recuperar terreno no campo de esquerda no Estado.
Aliada de primeira hora de Luizianne, a secretária-executiva das Mulheres, Liliane Araújo, deixou a direção do Democrata dias depois de assumi-la. O movimento gerou burburinho pelo que aponta dos rumos do bloco de LL.
À coluna, Liliane afirmou que sua prioridade é agora o compromisso assumido com "a Secretaria das Mulheres, a reeleição de Elmano, Lula e Luizianne e a eleição de Catanho", que deve postular cadeira na Assembleia Legislativa.
Um dos trunfos de Roberto Cláudio e Capitão Wagner para amarrar o União na oposição é a promessa de que o foco da direção local será fazer bancada federal. Para a nacional, esse objetivo é mais importante do que eleger nomes nas majoritárias.
A ciranda de cotados na chapa governista não se limita ao Senado. Há uma fila também de possíveis candidatos a vice do postulante ao Governo do Estado, seja ele Elmano de Freitas ou Camilo Santana.
O mais recente foi o empresário Júlio Ventura, suplente de Cid Gomes (PSB) e um dos seus interlocutores mais próximos. Entre governistas, contudo, o tema é mais sensível do que a definição do titular.
Giro pelo Cariri: o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) cumpre agenda em Juazeiro do Norte no início de fevereiro. A ideia é fazer uma rodada com lideranças da região, de olho nas chapas para 2026. À frente do tucanato cearense, Ciro tenta reerguer diretórios em áreas estratégicas para a disputa eleitoral.
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