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Vitor Magalhães é jornalista do O POVO e escreve sobre política e mundo. É criador do Latinoscópio, projeto jornalístico que reúne diariamente informação, notícias, opinioes e curiosidades sobre os 20 países da América Latina

Vitor Magalhães internacional

Sérvia vai às urnas em primeira eleição na Europa após pico da pandemia da Covid-19

Previstas inicialmente para 26 de abril, mas adiadas por conta do vírus as primeiras eleições nacionais na Europa pós-pandemia atraem a atenção de todo o mundo, já que outros pleitos devem ocorrer ainda este ano.

A Sérvia realiza hoje as primeiras eleições em território europeu após o pico da pandemia da Covid-19 no continente. Ao todo, 6,5 milhões de pessoas estão aptas a votar. O Partido Progressista da Sérvia (SNS), de centro-direita e há oito anos no poder, leva ampla vantagem nas pesquisas.

Previstas inicialmente para 26 de abril, mas adiadas por conta do vírus as eleições sérvias atraem a atenção de todo o mundo, já que outros pleitos devem ocorrer ainda este ano. Uso de máscaras e medidas de distanciamento estão sendo utilizadas.

A Sérvia pode servir como modelo - positivo ou negativo -, de como realizar o exercício da democracia em tempos de distanciamento social.

Apesar de não concorrer à reeleição, o atual presidente sérvio e líder do SNS, Aleksander Vucic, tem altíssima aprovação pela forma como tratou a crise da Covid-19. O país com mais de 7 milhões de habitantes registra 12,6 mil casos com 260 mortes. Há meses o país vem relaxando medidas e em maio reabriu suas fronteiras.

Isso, claro, deve puxar votos a favor de seu partido que de acordo com pesquisa de agência local deve receber entre 50% e 60% dos votos, seguido pelo Partido Socialista que faz parte da coalizão governamental, com 12% das intenções de voto.

O Parlamento Sérvio é uma assembléia unicameral com 250 vagas. Seus membros são eleitos por quatro anos. Mais de oito mil locais de votação seguem recebendo cidadãos até às 20 horas (15h Brasília) e contará com a presença de mais de 3 mil observadores nacionais e internacionais para garantir a integridade do processo.

Os principais partidos de oposição boicotam as eleições legislativas por considerar impossível organizá-las em cenário de equidade, alegando domínio de Vucic sobre a mídia e o acusando de usar sua posição como presidente (simbólica pela Constituição) para promover o SNS.

Apesar disso, cerca de 15 grupos opositores menores apresentam algum candidato evidenciando fragmentação dentro do próprio movimento oposicionista.

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