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Vitor Magalhães é jornalista do O POVO e escreve sobre política e mundo. É criador do Latinoscópio, projeto jornalístico que reúne diariamente informação, notícias, opinioes e curiosidades sobre os 20 países da América Latina

Vitor Magalhães internacional

EUA podem ter 208 mil mortes por coronavírus até o início de novembro, projeta instituto

De acordo com projeção do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, número poderia cair para 163 mil caso 95% da população passasse a utilizar máscaras em locais públicos
Trump deu entrada em processo para oficializar saída dos EUA da OMS (Foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP Trump deu entrada em processo para oficializar saída dos EUA da OMS

Modelo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, que foi citado pela Casa Branca em previsão de mais de 100 mil mortes por Covid-19 nos Estados Unidos, agora projeta que país registrará 208.000 óbitos até 1º de novembro.

Até hoje, 8 de julho, os EUA registram mais de três milhões de casos da doença, com mais de 134 mil óbitos. O modelo é variável e analisa os cenários menos e mais danosos.

Embora o instituto tenha previsto o número de 208.000 como alta probabilidade. Há variáveis que podem fazer esse número baixar para 186 mil mortes, com continuidade de medidas de segurança sanitária ou até mesmo superar 240 mil óbitos em novembro, assumindo que o uso universal de máscaras não seja uma realidade.

Detalhe é que o número inicialmente previsto poderia cair para 163 mil caso 95% da população passasse a utilizar máscaras em locais públicos. 

O modelo pressupõe que a maioria das escolas reabre no outono e também reimponha restrições de distanciamento social e medidas de bloqueio em estados onde as mortes atingiriam taxas de letalidade elevadas.

No meio do cenário caótico do vírus, minimizado por autoridades da Casa Branca, e em meio aos protestos antirracistas que seguem ocorrendo, ainda que em menor escala, o presidente Donald Trump resolveu formalizar processo de saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde o início da crise sanitária, Trump vem mostrando total descompromisso com camadas mais vulneráveis da população, principalmente aquelas formadas por minorias étnicas e imigrantes.

O presidente parece mais preocupado em jogar para a torcida, no caso seu eleitor médio, formado majoritariamente por homens brancos, conservadores e do interior do país. Afinal de contas, os EUA estão em ano eleitoral, com pleito previsto para 3 de novembro.

Há um mês, Trump já havia anunciado suspensão da participação estadunidense na Organização. Os EUA são, ou eram, o maior colaborador financeiro da OMS, com contribuição de 400 milhões de dólares por ano, representando cerca de 22% do total.

Processo de saída deve durar um ano, mas o democrata Joe Biden, rival de Trump na eleição disse que reintegrará os EUA à OMS no primeiro dia de um eventual mandato. 

 



 

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