Apesar da redução apontada pelo Cedeca no orçamento, o número de atendimentos de crianças e adolescentes nos projetos da Funci aumentou desde 2014, conforme o secretário da Sepog, Philipe Nottingham. Ele contabiliza que os atendimentos na Rede Aquarela totalizaram 1.741 em 2014 enquanto o número do ano passado foi de 3.336. No Ponte de Encontro, o número saltou de 679 para 997 nos quatro anos. O Adolescente Cidadão teve, em 2018, 868 jovens e adolescentes inscritos, sendo desses 432 encaminhados para os bancos de dados das instituições qualificadoras. Não foram oferecidos os números de 2014.
O assessor técnico do Cedeca, Renam Magalhães, conta que houve diminuição do número de profissionais atuando nas ruas devido à queda no orçamento. "A gente conversou com o coordenador Ponte de Encontro, que disse que tinha 85 educadores sociais em 2015 e no ano passado tinha 13", diz. "Diminuir profissionais diminui o impacto, eles não conseguem se deslocar para outros locais, fica basicamente no centro da Cidade. As crianças que estão nos terminais ficam relegadas pelo poder público".
Philipe Nottingam questiona a versão do Cedeca. "O que posso te dizer é que é o contrário. Quando a gente quase que dobra o número de atendimentos, tem um reforço [no pessoal]", coloca.
A assessoria da Funci informou que atualmente existem 42 educadores sociais trabalhando, ligados não apenas à Funci, mas também à SDHDS. Também reiterou que o atendimento na Capital não é feito somente pela fundação, mas por uma "ampla rede da Prefeitura".