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Hospital público utiliza musicoterapia com bebês internados na UTI
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Hospital público utiliza musicoterapia com bebês internados na UTI

Serviço é utilizado no atendimento de alto e médio risco da UTI neonatal do Hospital Waldemar de Alcântara
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ANA PAULA E RAIARA, que nasceu no 6º mês de gestação: música para acalmar e desenvolver  (Foto: Mauri Melo)
Foto: Mauri Melo ANA PAULA E RAIARA, que nasceu no 6º mês de gestação: música para acalmar e desenvolver

Durante a internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o estresse pode influenciar diretamente no desenvolvimento e melhoria do paciente. Quando se trata de bebês prematuros, o ambiente pode abrandar a estadia e antecipar a alta ou agravar e adiar a saída. Para que o tempo dos 24 bebês internados da UTI neonatal do Hospital Geral Waldemar de Alcântara (HGWA) fique mais leve e as crianças tenham desenvolvimento mais rápido, está sendo realizado, há cinco meses, um tratamento alternativo. A musicoterapia tem se mostrado aliada na saúde das crianças.

"Ruídos na UTI, de monitores, dos bipes, do movimento de pessoas, da abertura e fechamento das incubadoras traziam desconforto aos bebês", conta a médica Jocélia Bringel. Coordenadora da Unidade Neoatal do HGWA, ela explica que os sons do ambiente estressam os pequenos. E isso aumentava a frequência cardíaca - gerando taquicardia, interferia no ganho de peso e, consequentemente, no aumento do tempo de internação. Após o Projeto Música na UTI, criado em maio deste ano, as crianças ficam mais calmas, se movimentam menos, e ganham mais peso.

O tempo de internação, consequentemente, vem diminuindo. O projeto envolve três públicos. Os bebês escutam músicas de ninar tocadas com instrumentos musicais ou à capela. As mães participam de uma espécie de coral. E os profissionais da saúde são convidados a participar de atividades de relaxamento musical.

O trabalho com a música tem outro ponto importante. Quando se tem um parto prematuro e a criança fica internada uma unidade neonatal, é importante, segundo a médica, estimular o resgate do vínculo da mãe com o bebê. A musicoterapia vai permitir o tocar, o acalmar, trazer a tranquilidade.

Ana Paula Inácio Rodrigues, 39, que há um mês acompanha o desenvolvimento da filha Rariane na UTI, confirma as vantagens da terapia. "Quando chega a hora da musiquinha, é uma maravilha. Acalma a ela e a mim também. Minha filha é muito elétrica, mas desde o início do projeto, eu fico do ladinho dela e ela fica muito calminha. A coisa mais linda", diz.

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