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Ação retira óleo da Praia de Barreiras

| Limpeza em Icapuí |
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MANCHAS DE ÓLEO foram recolhidas nesta terça-feira, 22 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução MANCHAS DE ÓLEO foram recolhidas nesta terça-feira, 22

Pelo menos 400 kg de resíduos foram removidos da praia de Barreiras, no município de Icapuí (Litoral Leste do Ceará). Nesta segunda-feira, 21, moradores identificaram manchas de óleo na região que, segundo a Marinha do Brasil, já está completamente limpa.

A Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema) divulgou que foram 800 kg recolhidos, entre óleo e areia suja. "Barreiras foi a única praia afetada esta semana. O monitoramento continuará sendo feito diariamente pelo helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e por embarcações da Marinha. Temos uma equipe de sobreaviso para ajudar nessa limpeza. Estamos planejando plano de prevenção, mas não há informação concreta de nova mancha, o que era nosso maior medo", ratificou Artur Bruno, titular da Sema.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a prefeitura de Icapuí e voluntários também participaram da operação.

As manchas de óleo atingem o litoral nordeste desde 30 de agosto. São pelo menos 200 localidades afetadas. No Ceará, são 11, de acordo com o mais recente boletim do Ibama.

Apesar da gravidade da situação, o Plano Nacional de Contingência do governo federal, um documento criado em 2013 para lidar com situações de emergência como a do vazamento de petróleo que suja todo o Nordeste brasileiro, só foi oficialmente formalizado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no dia 11 de outubro, 41 dias depois de terem surgido as primeiras manchas de petróleo no litoral.

O ofício circular assinado por Salles e enviado à Casa Civil da Presidência da República, tratava, na realidade, de apenas designar a Marinha do Brasil como "coordenadora operacional" das ações.

O que membros do governo e especialistas no setor de meio ambiente apontam, é que o próprio governo desconhecia que havia um plano de contingência para lidar com esse tipo específico de situação.

O Ministério do Meio Ambiente nega que tenha havido lentidão nas respostas à tragédia e que, desde o início, todos os órgãos já estariam em ação, independentemente de o plano ter sido ou não acionado logo de início. (Com Agência Estado)

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