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Terminais de ônibus do Nova Metrópole e do Araturi seguem interditados há 4 meses

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CAUCAIA, CE, BRASIL,07.11.19: Terminal do Nova Metropole. Estrutura das estações do Araturi e Metrópole .  (Fotos: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)
Foto: FÁBIO LIMA/O POVO CAUCAIA, CE, BRASIL,07.11.19: Terminal do Nova Metropole. Estrutura das estações do Araturi e Metrópole . (Fotos: Fabio Lima/O POVO)

Desde o dia 18 de julho deste ano, os terminais de ônibus Nova Metrópole e Araturi, em Caucaia, foram interditados pela Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce). Na ocasião, foi colado um aviso no terminal do Conjunto Nova Metrópole, localizado no distrito de Jurema, informando que a motivação era "em virtude das precárias condições de segurança estruturais atestadas por parecer da Superintendência de Obras Públicas do Ceará (SOP)".

Em nota, a SOP informou que "a vistoria já foi realizada e que a empresa encarregada da manutenção da área, a Podio, está elaborando orçamento para submeter à aprovação da Superintendência para autorização dos serviços dos terminais rodoviários. Conforme as especificidades de reparos apontadas no levantamento, em termos técnicos e financeiros, será encaminhada a ordem de serviço ou o projeto segue para trâmites licitatórios". Como o tipo de serviço a ser executado ainda não está definido, a SOP diz que não é possível estimar a data de início das obras.

Sérgio Cavalcante, motorista da cooperativa de ônibus Coopercauc, trabalha no local há uma década. Ele conta que já presenciou até "a queda de pedaços de cimento do teto". Por segurança, os trabalhadores passaram a ocupar a rua lateral para o embarque e desembarque de passageiros, situação que "atrapalhou as vendas" do comerciante José Carlos Pinto. O dono da única lanchonete do terminal relata também dificuldades no local como a de precisar colocar um alpendre para "evitar pedaços de concreto caindo em seus clientes". Além disso, ele reclama que "as vendas diminuíram muito após a interdição".

No momento em que a equipe do O POVO esteve no terminal, poucas pessoas circulavam no local. A estagiária de telemarketing, Isabelle Castro, de 18 anos, conta que desde criança frequenta o local e nunca viu uma reforma sendo realizada. Ela aponta a falta de bancos para espera do ônibus e reclama ter de "ficar numa calçada sem a menor segurança". 

Enquanto isso, no Conjunto Araturi, também em Caucaia, a estação de ônibus se encontra totalmente fechada. Os motoristas se descolaram para rua NW 23, a dois quarteirões de distância, onde também ficam estacionadas as topiques da linha Araturi/Fortaleza e Araturi/Caucaia. João Paulo Tavares, motorista de topique há 14 anos, conta que a interdição do terminal atrapalha a circulação no ponto. "Eles vêm para cá e ocupam muito espaço da rua que já é estreita, isso dificulta nossa passagem e acaba gerando congestionamento." (Thays Maria Salles / Especial para O POVO)

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