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Coordenadora pedagógica usa parede de casa para auxiliar diálogo com o filho

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Paula Naddaf e o filho Gustavo (Foto: Acervo pessoal)
Foto: Acervo pessoal Paula Naddaf e o filho Gustavo

Após conversar com o filho sobre o momento de isolamento e a pandemia do novo coronavírus, a coordenadora pedagógica do colégio Canarinho, Paula Naddaf, colou com a criança, na parede de casa, dizeres que vão desde “lavar as mãos”, “não abraçar”, “não beijar”, até trechos positivos de filmes que assistiram juntos. Além disso, uma palavra em especial tem destaque no mural: colaboração.

“Às vezes, foge alguma coisa do controle, mas eu vou lá na parede e mostro a palavra combinada: colaboração”, aponta Paula para o auxílio estampado em casa. “É preciso fazer as coisas com mais tranquilidade. A criança não tem a noção de tempo. Ficar dentro de casa, para eles, é muito mais angustiante do que para os adultos. Nós precisamos ajudá-los a equilibrar a cabecinha nesse momento. É para simplificar as coisas. Pedir ajuda dos pequenos na preparação e envolvê-los na rotina”, sugere.

É nítido a ressalva de que, mesmo em casa, a escola é fundamental para um aprendizado contínuo. Por isso, um dos cuidados ressaltados pela coordenadora do Canarinho é para não escolarizar o espaço domiciliar. A instituição onde trabalha compartilha vídeos nas redes sociais, com os próprios professores e coordenadores, orientando às atividades.

“Neste momento, não precisa ser coisas elaboradas. Assistir um filme, ler um livro, ir conversando juntos, fazendo algumas receitas, montar brincadeiras, cantar, dançar, mesmo em locais reduzidos, mas que abriguem as pessoas da casa”, sugere. Mesmo assim, a coordenadora ressalta a necessidade de manter rotina de estudo da criança para que não fique esquecida. “Aqui em casa, eu e meu filho brincamos juntos, mas há um tempo só dele. Quando ele vai escolher o que fazer, depois tem uma rotina escolar, ler um livro”, exemplifica.

Ela ressalta ainda a preocupação das famílias em relação ao conteúdo. Porém, destaca que há outros fatores, como a saúde mental, que precisam de mais cuidado.

“As crianças que estão em contato com os pais, estão pensando, estão em desenvolvimento. Ela não está isolada do mundo. Ela está em contato com a informação, com a oralidade. Essa aprendizagem está acontecendo de alguma forma”, acrescenta.

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