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Brasil supera a marca de 2 milhões de casos de Covid-19

Atualmente, Regiões Centro-Oeste e Sul apresentam crescimento vertiginoso da infecção. Média diária de óbitos preocupa
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Segunda onda de Covid-19 afeta a economia (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves Segunda onda de Covid-19 afeta a economia

O Brasil registra mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas com a Covid-19. Segundo do mundo em números totais, atrás apenas dos Estados Unidos, são 2.012.151 casos confirmados. O dado corresponde a 0,95% da população brasileira. Os óbitos chegam a 76.688 registros. Os números são de atualização do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, às 18h30min desta quinta-feira, 16. Marca é atingida com platô preocupante na curva de novos casos no cenário nacional e fases distintas da pandemias nos estados. Nas últimas 24 horas, foram registrados 45.403 novos casos e 1.322 mortes em decorrência da doença. A letalidade é de 3,8%. A taxa se refere à quantidade de óbitos por uma doença sobre número total de infectados pela enfermidade.

Regiões mais atingidas inicialmente observam estabilização nas Capitais e aumento de casos e óbitos no interior. Centro-Oeste e Sul enfrentam aumento vertiginoso da infecção. O balanço entre as situações díspares resulta no platô.

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Após o início da transmissão, há a fase de crescimento exponencial, no qual são implantadas medidas de mitigação, o pico — que pode ser um platô, quando há sequência de dias com maior volume —, depois o número decai, explica Vítor Sudbrack, físico do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do Observatório do Covid-19.

"A gente precisa que o número de casos decaia e não é isso o que a gente vê. Porque no momento em que atingimos o platô, começamos a flexibilizar, ainda não vemos o efeito da queda, mas de estabilização. Estamos vendo isso como uma coisa aceitável mas é lamentável, porque mil pessoas estão morrendo todos os dias e estão considerando aceitável, continuam flexibilizando. Ao invés de uma decaída, vemos uma continuidade com um número inaceitável de mortos", alerta.

Segundo Marcelo Gurgel, epidemiologista e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), membro do GT de Enfrentamento à Covid-19, a tendência nacional ainda é de crescimento da disseminação. "A pandemia se espalhou pelo Sudeste, Norte e Nordeste. Principalmente no NE, esses estados começaram a declinar nas cidades grandes e aumentar nas cidades pequenas, com a interiorização. No Ceará, está declinando. Estados como Minas Gerais, regiões Centro-Oeste e Sul, a tendência de crescimento é muito forte, com grande quantidade de pessoas suscetíveis", avalia.

Conforme o Ministério da Saúde, a doença está presente em 97,4% dos municípios brasileiros. Entretanto, 61% cidades (3.312) possuem entre 2 e 100 casos. Com relação aos óbitos, 3.056 municípios tiveram registros (55%). Desse total, 949 (31%) apresentaram apenas um óbito confirmado. São 1.296.328 pessoas recuperadas da doença. Número que representa 64,4% dos total de casos acumulados.

 

EUA

Os Estados Unidos são o país com maior número de casos da Covid-19, com 3.599.899 confirmações. O país também lidera os registros de óbitos, com 138.185 mortes

 

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