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Foco agora será trabalhar com isolamentos específicos

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A exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro, abertura de bares pode gerar aglomerações (Foto: Reprodução/Twitter)
Foto: Reprodução/Twitter A exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro, abertura de bares pode gerar aglomerações

Além de mais uma fase especial, em três etapas, no Plano de Reabertura da Economia de Fortaleza, o Governo do Estado está mirando em estratégias para refinar a triagem de casos no Estado. O objetivo é identificar precocemente novos focos de disseminação da doença para fazer o isolamento parcial dos grupos.

Dentre as medidas em análise, está a busca de um estímulo maior para que as pessoas usem o Ceará App, aplicativo lançado em maio com serviços digitais de saúde, voltado ao cidadão, para rastrear novos focos de contaminação.

“Como as atividades que faltam são bastante aglomerativas precisamos ter um olhar mais focado, específico nos setores, para ter uma capacidade de resposta mais rápida. E isso vai vir com a melhora da qualidade dos dados. Se uma escola, por exemplo, registrou um novo foco, vamos isolá-la, rastrear aquelas pessoas, aquele bairro, para evitar a disseminação e novos repiques”, explica o coordenador do Plano de Reabertura da Economia, Flávio Ataliba.

Outro desafio é avançar no controle da doença no Interior. Além de Fortaleza, migram de fase os municípios da macrorregião de Fortaleza (que vai para fase 3) e os da macrorregião Norte (para Fase 1). Já o Sertão Central e Litoral Leste/Jaguaribe permanecem na Fase 1 por conta do aumento do número de casos. A macrorregião Sul segue na fase de transição, enquanto as cidades de Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Brejo Santo e Iguatu, onde a situação está mais crítica, continua em isolamento rígido.

O Governo está trabalhando com um horizonte de mais três meses para completa reabertura de atividades econômicas no Estado. Ataliba diz que para além do avanço das cidades, está sendo desenhado um novo plano de estímulo da economia por setores. “Seria um segundo momento, com um conjunto de investimentos, promovidos pelo Estado para impulsionar com mais velocidade esta retomada”

Para o epidemiologista e economista em saúde da Universidade do Estado do Ceará (Uece), Marcelo Gurgel, a cautela nesta Fase 4 é necessária. E a última etapa, a fase especial, será a mais desafiadora em função das diferentes realidades da população.

Ele dá como exemplo o que ocorre na educação. “Embora a maioria das escolas privadas já estarem se preparando, sem voltar tudo de uma vez, e por meio de um sistema híbrido, é preciso considerar que as escolas têm diferentes capacidades de infraestrutura, nem todas as famílias têm acesso a computador e internet e é muito difícil manter o distanciamento entre as crianças".

O mesmo ocorre com bares e academias. "É difícil garantir que as pessoas vão seguir os protocolos”.

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