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Média diária de óbitos no Ceará é 79,8% menor do que semana de pico

Cerca de 120 dias após os primeiros registros de óbitos por Covid-19, são contabilizadas 28,6 mortes por dia. Estado soma 7.411 vidas perdidas em decorrência do novo coronavírus
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CEMITÉRIO Parque Bom Jardim, em Fortaleza, em registro de maio, quando a epidemia chegava ao ápice no Ceará   (Foto: Jarbas OLIVEIRA / AFP)
Foto: Jarbas OLIVEIRA / AFP CEMITÉRIO Parque Bom Jardim, em Fortaleza, em registro de maio, quando a epidemia chegava ao ápice no Ceará

Quatro meses após as primeiras confirmações de óbitos por Covid-19 no Ceará, a média diária de mortes pela doença é de 28,6. O dado foi registrado na Semana Epidemiológica (SE) 29 (de 12 a 18 de julho). Conforme a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o ápice no número de mortes foi contabilizado na SE 21 (entre 17 e 23 de maio), com média de 141,6 óbitos em decorrência da infecção por dia. Se comparado ao período de pico, a última semana apresenta redução de 79,8% na média de óbitos por dia.

Segundo a plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), no dia 24 de março, três pessoas morreram infectadas com o novo coronavírus.

Ao todo, foram 7.411 mortes pela doença desde o início da disseminação. São 156.265 casos de Covid-19 registrados oficialmente, conforme atualização feita às 17h08min ontem, 23, na plataforma IntegraSUS. Foram 1.884 novos casos confirmados e 82 mortes inseridas no sistema com relação ao dia anterior. Nas últimas 24 horas, segundo a Sesa, ocorreram 11 óbitos. São 129.221 pacientes recuperados do novo coronavírus no Estado.

Fortaleza segue com o maior número de casos, concentrando 40.683 confirmações e 3.643 óbitos. Os números representam 26% e 49,2% do total do Ceará, respectivamente. Cento e setenta e três municípios do Ceará confirmaram óbitos, o que corresponde a 95,6% do total, conforme boletim epidemiológico semanal publicado ontem, 23, pela Sesa.

Pessoas com 60 anos ou mais representam 77,6% dos óbitos por Covid-19. Do total, 5.177 (71,2%) apresentavam doenças crônicas pré-existentes, 9 (0,12%) estavam gestantes e 14 (0,19%) puérperas. A evolução da doença, considerando a data de início de sintomas e a data do óbito, foi de 15,1 dias, em média. Considerando o local do óbito, 388 (5,3%) ocorreram no domicílio.

Atualmente alvos de maior preocupação no Ceará quanto aos indicadores da infecção, as regiões Centro-Sul e Cariri apresentam tendência de estabilidade. Durante live na noite de ontem, o governador do Estado, Camilo Santana (PT), afirmou que os indicadores apontam o término do pico de transmissão do coronavírus para esses territórios, em especial nos municípios maiores.

Na transmissão ao vivo, o chefe do Executivo Estadual pontuou que todo o Ceará registra queda de números do coronavírus, principalmente em Fortaleza. "A macrorregião de Fortaleza, e também a macrorregião Norte estão em melhora. A situação também está estável no litoral Leste e Jaguaribe. De forma geral, o Ceará tem diminuído os números da pandemia", afirmou.

Hoje, será realizada reunião do Comitê Científico estadual, onde é avaliado o andamento do plano de retomada da economia cearense. O retorno das atividades retiradas da fase 4 em Fortaleza, como academias, aulas presenciais de escolas, bares e eventos, deve ser discutido.(Colaborou Matheus Facundo)

 

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