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Muita gente e pouca proteção: feriado com praias lotadas no Ceará

| PANDEMIA | Dia da Independência do Brasil, as praias cearenses registraram aglomeração e desrespeito às normas sanitárias
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Movimentação intensa na praia do Cumbuco e litoral de Caucaia durante a manhã do feriado (Foto: FOTOS Barbara Moira)
Foto: FOTOS Barbara Moira Movimentação intensa na praia do Cumbuco e litoral de Caucaia durante a manhã do feriado

A pandemia do novo coronavírus foi incapaz de evitar a ida de pessoas às praias do litoral cearense neste feriadão. De Leste a Oeste, faixas de areias lotadas. A principal justificativa dos frequentadores é a flexibilização do isolamento social devido à redução drástica no número de novos contágios identificados e mortes decorrentes da Covid-19. No entanto, as medidas sanitárias para evitar proliferação do vírus são descumpridas nos locais. Quem tentou acessar o Litoral Oeste do Estado enfrentou tráfego lento. 

O POVO passou pelas praias de Icaraí e Cumbuco, e pelo Rio Barra Nova, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, na manhã desta segunda, 7, feriado pela Independência do Brasil. Nos espaços, foi possível identificar aglomerações e o não uso de máscaras de proteção, acessório de uso obrigatório no Estado - sujeito a multa. A reportagem verificou que havia fiscalização nos locais durante a manhã. Em vias centrais do Cumbuco, muito lixo acumulado. 

Desde sexta, o fluxo de pessoas foi intenso na região, como conta Valdenir Ronan, conhecido como Papito. Proprietário de uma mercearia, o homem diz que, à noite, há ainda mais frequentadores."A movimentação tá além da expectativa. O povo era pra estar com mais cuidado por conta da pandemia". O empresário cita que na madrugada de domingo, a Polícia teve de dispersar aglomeração numa praça próxima.

Muita gente aproveitou o feriado de 7 de Setembro para ir à praia. No entanto, a maioria descuidou do uso da máscara e do distanciamento social
Foto: Barbara Moira
Muita gente aproveitou o feriado de 7 de Setembro para ir à praia. No entanto, a maioria descuidou do uso da máscara e do distanciamento social

Madalena dos Santos, gerente de uma barraca na região, avalia que o movimento está alto para o cenário de pandemia, embora ainda não tenha atingido o fluxo que era registrado anteriormente. "Agora no fim de semana melhorou um pouquinho por causa do feriado, né? Nesse fim de semana e neste feriado o movimento foi bom", pondera. "A expectativa é que continue assim, mas o turismo é imprevisível."

Auxiliar administrativa em um hospital público no Ceará, Cláudia Rocha, de 45 anos, levou familiares à praia do Cumbuco. Apesar de avaliar que o cenário está "melhorando um pouco", diz que ainda teme pelos passeios, principalmente por trabalhar no setor da saúde. 

"Esses últimos meses foram difíceis. Agora que tá dando para respirar um pouco, mesmo com cautela", diz. "Já fui em outra praia. É a segunda que vou depois desse período que a gente viveu. Temos que voltar à normalidade aos poucos com muito cuidado. É o jeito."

A assistente administrativa Suyane Rebouças, de 27 anos, esteve na praia pela primeira vez desde o início da quarentena. "As pessoas estão achando que (a pandemia) acabou. Eu vim de máscara, mas não tem ninguém de máscara. Distanciamento você vê que não tem", diz a fortalezense. "Chega um momento que você precisa (sair)".

O baiano Bruno Silva, 35, morador de Caucaia há quatro anos, também aproveitou o feriado. "Sair um pouquinho pra espairecer. Surgiu a oportunidade de sair com a família", comenta. "Voltei a trabalhar há dois meses e agora é a primeira vez saindo", comenta. 

 

CAUCAIA,, CE, 06-09-2020: Movimentacao intensa na manha do feriado nas barrracas de praia do Cumbuco e litoral de Caucaia. Na foto, Érica Menezes, 24, fala saobre os cuidados que anda tomando nas suas saídas. Cumbuco, Caucaia. (BARBARA MOIRA/ O POVO)
CAUCAIA,, CE, 06-09-2020: Movimentacao intensa na manha do feriado nas barrracas de praia do Cumbuco e litoral de Caucaia. Na foto, Érica Menezes, 24, fala saobre os cuidados que anda tomando nas suas saídas. Cumbuco, Caucaia. (BARBARA MOIRA/ O POVO)

Sem máscara só para comer

Nas barracas, na Praia do Cumbuco, só foi possível identificar a enfermeira Erica Menezes, 24, e os amigos com máscara de proteção, de uso obrigatório no Estado. "É importante proteger. Quando a gente for comer, a gente tira. Enquanto não, a gente fica aqui protegido." A jovem lamenta o descumprimento das medidas sanitárias, mas diz que já era o esperado. Ela entende que, de fato, não há distanciamento social no local. Mas diz cumprir as regras sanitárias. "É muito importante fazer a nossa parte. Os outros fazem as deles."

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